
Mercados globais operam sob o aumento da aversão ao risco nesta terça-feira, 19. No exterior, o foco ainda é a falta de um acordo concreto entre Estados Unidos e Irã. Nesta manhã, as Forças Armadas do Irã alertaram que “abrirão novas frentes” na guerra contra o país norte-americano caso ataques militares, pausados por um frágil cessar-fogo desde 8 de abril, sejam retomados.
A advertência veio após o presidente americano, Donald Trump, anunciar na véspera ter suspendido o lançamento de uma nova ofensiva, na esperança de chegar a um acordo diplomático. As incertezas sobre uma possível negociação continuam pressionando o preço do barril de petróleo brent, que está cotado a cerca de 111 dólares.
A cotação da commodity também influencia a moeda americana, que teve forte alta ante ao real no pregão de hoje. O dólar voltou ao patamar de 5 reais, principalmente porque “o cenário alimenta temores inflacionários e reforça a perspectiva de juros restritivos por mais tempo nos EUA, a maior economia do mundo”, explica Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
No Brasil, o destaque é o ambiente político pré-eleições presidenciais. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi divulgada nesta tarde e indicou perda de força de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida: De acordo com o levantamento, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem agora quase treze pontos de vantagem para Flávio no primeiro turno (47,0% a 34,3%) e sete pontos em um possível segundo turno (48,9% a 41,8%).
Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, afirma que os investidores perdem o bom humor diante dos resultados, pois esperam uma alternância de governo. “O mercado preza por mudanças em relação ao risco fiscal e aos gastos públicos”, comenta. O Ibovespa, principal índice da B3, caiu mais de 1,5% no fim do dia.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado: