Keidna Marques, esposa do policial civil e copiloto da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Felipe Marques Monteiro, voltou a emocionar as redes sociais ao compartilhar novas homenagens ao marido, que morreu nesse domingo (17/5), após mais de um ano internado em decorrência de um tiro de fuzil na cabeça durante uma operação policial no Rio de Janeiro.

Em uma das publicações, ela escreveu um longo texto de despedida acompanhado de diversas fotos e momentos vividos pelo casal durante o período de internação e recuperação do policial.

“Eu ainda estou anestesiada com tudo o que aconteceu, mas também muito grata por Deus ter me permitido cuidar de você nesses 423 dias em que não saí do seu lado. Nós acreditamos, cuidamos e lutamos para que você restabelecesse. Comemoramos cada mexida de mão, cada beijo, cada troca de olhar, cada gesto de carinho… e ver que, independente das condições, o nosso amor estava mais forte do que nunca.”

A mulher de Felipe também afirmou que conseguiu se despedir do marido antes da morte e relatou os últimos momentos ao lado dele.

“Pudemos nos despedir, e Deus nos preparou durante quatro dias para que cada pessoa pudesse chegar até você e te passar palavras de carinho e conforto. Vou cuidar da Lara, como sempre te prometi, porque ela é nossa.”

Em outra publicação, Keidna compartilhou a última foto que tirou do policial ainda vivo. A imagem mostra uma tatuagem feita por Felipe com o nome dela gravado na costela.

“Uma tatuagem feita numa semana qualquer, sem data comemorativa, sem motivo especial além do que você sentia. Disse que era pra eternizar. Que eu soubesse que era a pessoa que você sempre pediu pra Deus. Eu lembro exatamente do dia em que você chegou, levantou a blusa e me mostrou do nada. E eu sem acreditar que você tinha realmente tatuado.”

Em um dos trechos do texto, ela descreveu a dor de se despedir do marido. “Ontem, ao passar a mão ali, eu não consegui conter a dor e as lágrimas. Porque aquela lembrança veio inteira no meu coração. Te amo eternamente.”

Policial que lutou pela vida durante um ano tinha tatuagem em homenagem à esposa

Relembre

Felipe estava internado desde 20 de março de 2025, quando foi baleado enquanto atuava como copiloto de uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Core durante a Operação Torniquete.

A ação tinha como alvo uma quadrilha especializada em roubos de vans na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, o grupo criminoso causou prejuízo superior a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico apenas em 2024.

Durante o sobrevoo na comunidade da Vila Aliança, criminosos atiraram contra o helicóptero da Polícia Civil. Felipe foi atingido na região da testa. O disparo perfurou o crânio do policial.

Socorrido em estado gravíssimo, ele foi levado inicialmente para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, e depois transferido para o Hospital São Lucas Copacabana.

Ao longo da internação, Felipe passou por uma sequência de procedimentos de alta complexidade e permaneceu durante meses sob cuidados intensivos.

Dias antes da morte, familiares afirmaram que o estado de saúde era grave e que Felipe vinha recebendo medicações mais fortes para tentar conter a infecção.

 



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