A semana de assinatura dos contratos do maior leilão de potência da história do setor elétrico abriu com o governo no modo emergência. O Leilão de Reserva de Capacidade deste ano, com previsão de 64,5 bilhões de reais em investimentos, vencido por Eneva, Âmbar, Petrobras e New Fortress Energy, tem assinatura prevista para os próximos dias.

Na última quarta-feira, 13, o Ministério de Minas e Energia mandou à Aneel ofício pedindo prioridade máxima na tramitação dos contratos. O objetivo é antecipar o início do suprimento das térmicas para agosto, na entrada do segundo semestre. Não é falta de energia. É risco de falta de potência no fim do dia — quando a solar desaparece, a eólica oscila e o sistema precisa de despacháveis para sustentar o pico do consumo. O ONS já vinha emitindo alertas estruturais sobre o atendimento dos critérios de potência do Sistema Interligado Nacional em cenários de estresse, e o histórico recente registra ocorrências em que a margem operativa apertou.

O recado bate em parede. A Fiesp entrou nesta segunda-feira, 18, com pedido de suspensão da assinatura na Justiça Federal de São Paulo. A ação se soma à da Abraenergias, indeferida pela Justiça do DF no dia 11.



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