A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou para cima a projeção da inflação em 2026. A previsão passou de 3,7% para 4,5%, que é o teto da meta. A expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3%.

A elevação na expectativa do índice de inflação é atribuída pela SPE à alta nos preços do petróleo no mercado internacional, decorrente da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel.

A última previsão da SPE para a inflação foi divulgada em 13 de março deste ano, quando o índice foi revisado de 3,6% para 3,7%. As informações constam do Boletim Macrofiscal da SPE.

“A cotação média do petróleo estimada para 2026 subiu de US$ 73,09 para US$ 91,25 por barril, uma alta de aproximadamente 25%”, diz trecho do documento.

Em 2025, a inflação fechou em 4,26% e o acumulado de 12 meses até abril está em 4,39%. A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O mercado considera nas previsões que a inflação vai estourar o teto da meta (4,5%) em 2026. O Boletim Focus, consolidado pelo Banco Central (BC) nesta segunda mostra que os analistas de mercado projetam índice de 4,92% ao fim de 2026.

A SPE considera que as medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta nos preços dos combustíveis, excluindo-se a última delas, referente à gasolina, resultam em uma redução no índice em 0,3 ponto percentual. Ou seja, não fossem essas medidas, o índice seria superior a 4,5%, estourando o teto da meta.

As projeções da Fazenda foram realizadas considerando como principal impacto, os efeitos da guerra nos preços internacionais do petróleo. Este boletim é o primeiro que contempla os efeitos já assimilados da guerra no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro deste ano. O boletim anterior foi em 6 de fevereiro.

A SPE projeta que a inflação de 2027 deve ficar em 3,5%. O número situa-se entre o centro (3%) e o teto da meta (3,5%). Com isto, a inflação deve se encaixar na meta, pelas previsões oficiais, apenas em 2028, ficando em 3%.

Dívida menor

 

Em atualização.

 



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