O presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, confirmou que um mergulhador nativo morreu durante as buscas pelos corpos dos turistas italianos, mortos em uma caverna subaquática, nesse sábado (16/5).
“A morte de um mergulhador da Força de Defesa Nacional das Maldivas, enquanto realizava buscas por turistas desaparecidos, é motivo de profunda tristeza para mim e para todos os cidadãos das Maldivas. É uma notícia devastadora”, anunciou Muizzu.
O sargento-Mor Mohammed Mahdi morreu após sofrer de doença descompressiva (conhecida como “mal dos mergulhadores”).
“Sua coragem, sacrifício e serviço à nação serão sempre lembrados. Nossos mais profundos sentimentos à sua família e colegas”, publicou o perfil oficial das Forças Armadas das Maldivas no X.
إِنَّا لِلّهِ وَإِنَّـا إِلَيْهِ رَاجِعُونَ
ގެއްލިފައިވާ ފަތުރުވެރިން ހޯދަން ފީނަމުންދިޔަ ރާއްޖޭގެ ޤައުމީ ދިފާޢީ ބާރުގެ ޑައިވަރަކު ނިޔާވުމަކީ އަޅުގަނޑަށާއި ދިވެހި ކޮންމެ ރައްޔިތަކަށްވެސް ލިބުނު ވަރަށް ފުން ހިތާމައެއް. މިއީ ހިތްދަތިވެ ނުތަނަވަސްކަން ވެރިވި ޚަބަރެއް.
މަރުޙޫމްގެ… pic.twitter.com/G5U1lDmbeV
— Dr Mohamed Muizzu (@MMuizzu) May 16, 2026
As buscas pelos corpos de quatro mergulhadores italianos — um corpo já foi resgatado — foram suspensas após a morte do mergulhador. As autoridades aguardam a chegada de três mergulhadores finlandeses, especialistas em mergulho profundo e em cavernas, neste domingo, para repensar a estratégia de busca.
As operações de busca realizadas no sábado envolveram oito mergulhadores locais trabalhando em turnos intercalados, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália.
Relembre o caso
Cinco italianos morreram enquanto mergulhavam em cavernas nas Ilhas Maldivas, na última quinta-feira (14/5). Eles participavam de uma expedição científica biológica e eram todos mergulhadores experientes.
A caverna fica a 50 metros de profundidade. Somente um corpo foi recuperado até agora, o do italiano Gianluca Benedetti. Ele estava a 60 metros de profundidade.
Nesta sexta-feira (15/5), o Ministério do Turismo das Maldivas suspendeu a licença do barco Duke of York, que era responsável pelo passeio. O mergulho na região só é permitido até 30 metros de profundidade.
As vítimas italianas são:
- Monica Montefalcone, professora associada de ecologia marinha na Universidade de Gênova;
- Giorgia Sommacal, de 22 anos, filha de Monfalcone;
- Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho natural de Pádua;
- Muriel Oddenino, de 31 anos, bióloga marinha e pesquisadora do Piemonte; e
- Federico Gualtieri, de 31 anos, do Piemonte, formado em biologia marinha e ecologia e instrutor de mergulho certificado.