
A discussão sobre governança digital ganhou força no início de 2026, tanto no Brasil quanto fora dele. No país, entraram em vigor novas regras do ECA Digital voltadas à proteção de crianças e adolescentes nas plataformas online; o TSE definiu parâmetros para o uso de inteligência artificial nas eleições; e o Congresso avançou nas propostas de regulamentação da tecnologia.
No exterior, decisões judiciais contra grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos, restrições ao acesso de menores às redes sociais em países como Austrália, Espanha, França e Turquia, além de medidas de identificação obrigatória de deepfakes no Reino Unido e na União Europeia, mostram que a pauta é global e envolve a definição de responsabilidades e limites para plataformas digitais e sistemas de IA. Nesse contexto, o jurista Eduardo Felipe Matias lançou o livro A humanidade e o poder digital, em que analisa os efeitos políticos, sociais e jurídicos da transformação tecnológica.