O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em entrevista ao Washington Post, que a sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode evitar mais tarifas e atrair investimentos norte-americanos ao Brasil.

Ao longo da entrevista ao jornal, Lula também pediu a Trump a suspensão do bloqueio econômico a Cuba, afirmando que o país “precisa de uma chance”.

O presidente brasileiro ainda comentou as relações comerciais com a China. O petista ressaltou que, atualmente, o comércio com o país representa o dobro dos negócios com os EUA, mas pontuou que isso “não é a preferência do Brasil”.

As falas acontecem após o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, realizado no último dia 7 de maio, em Washington. Na ocasião, os líderes discutiram temas como tarifas comerciais, investimentos em minerais críticos e cooperação no combate ao crime organizado.

Lula relatou que usou do bom humor no encontro com Trump e afirmou: “se eu consegui fazer Trump rir, posso alcançar outras coisas também. Não dá para simplesmente desistir”.

O encontro durou cerca de três horas e foi considerado positivo por integrantes do governo brasileiro. Após a reunião, Trump classificou Lula como um presidente “dinâmico” e afirmou que a conversa foi “muito produtiva”.

Ao Washington Post, o brasileiro enfatizou ainda que mantém divergências com o líder dos Estados Unidos, mas afirmou que isso não compromete a relação entre os dois como chefes de Estado.

“Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina. Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado”, declarou Lula.

Discussões sobre tarifas

As discussões do grupo de trabalho criado entre os países para tratar de tarifas devem ser iniciadas nesta semana.

A ideia era começar os debates imediatamente após o encontro entre Lula e Trump, mas a visita do republicano à China deixou qualquer outra temática em segundo plano.

Como mostrou a CNN Brasil, o Palácio do Planalto acredita que o encontro presidencial dá tempo ao Brasil e afasta as chances de os Estados Unidos estabelecerem tarifas, mas não elimina o risco de uma nova taxação. Segue a avaliação de que o republicano é imprevisível.

O risco de tarifas e o encerramento da investigação contra o Brasil na chamada “seção 301” só ocorrerão por meio das negociações comerciais entre os países, na avaliação de auxiliares do presidente brasileiro. Por este motivo, o principal resultado prático da reunião é a criação do GT, que tem prazo estabelecido de 30 dias.



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