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Política não é palco para amadores e, apesar de o Big Brother Brasil ser uma das maiores vitrines televisivas do país, mais de 30 ex-participantes já tentaram migrar para o cenário eleitoral sem sucesso. Até o momento, apenas Jean Wyllys (BBB 5) e Adrilles Jorge (BBB 15) conquistaram cargos eletivos.
O BBB 26 reacendeu a discussão sobre a entrada de ex-participantes na política. Um dos casos mais comentados é o de Ana Paula Renault, vice-campeã do BBB 16, filha de um ex-vereador de Belo Horizonte e de um ex-deputado federal por Minas Gerais. Com discursos fortes em defesa de pautas feministas e da causa LGBTQIA+, especulou-se uma possível candidatura da mineira pelo Partido dos Trabalhadores (PT), hipótese já descartada por ela, conforme recentemente disse à coluna GENTE.
Outros ex-BBBs, porém, já lançaram pré-candidaturas para as eleições de 2026. É o caso de Gyselle Cajuína (BBB 8), Letícia Santiago (BBB 14), Lucas Penteado e Caio Afiune (BBB 21), além de Matteus Amaral (BBB 24). Já Jean Wyllys, eleito deputado federal por três mandatos consecutivos pelo PSOL, retornou ao Brasil e agora está filiado e é pré-candidato ao mesmo cargo pelo PT, após deixar o país em 2019 alegando ameaças.
Atriz, apresentadora, escritora e palestrante, Gyselle Cajuína afirma estar pronta para a disputa eleitoral. Pré-candidata a deputada federal pelo Progressistas (PP) no Piauí, ela se formou pelo RenovaBR e defende maior participação feminina na política. “No meu estado, o Piauí, temos 10 deputados federais e nenhuma mulher eleita para o cargo. É muito importante ampliar a presença feminina na política e nos espaços de decisão. Trabalho com projetos sociais, sou ativista da inclusão e vim da periferia. Vivi muitas dificuldades para chegar onde cheguei”, afirma em entrevista para a coluna GENTE.
Após sofrer violência doméstica do ex-noivo francês, em Paris, em 2019, a ex-BBB retornou ao Brasil e criou o projeto Recriando a Sua Realidade. Na ocasião, Gyselle levou 13 pontos no braço e buscou acolhimento junto à família. “O projeto capacita mulheres que passaram por violência doméstica, trabalhando autoestima, saúde emocional e inserção no mercado de trabalho, para que possam conquistar independência financeira e romper o ciclo da violência”, explica.
A piauiense afirma que sua trajetória pessoal também influenciou seu engajamento social. Segundo ela, a mãe sofreu violência doméstica durante anos e conseguiu reconstruir a vida ao se formar em Direito, aos 55 anos, passando a atuar na Delegacia da Mulher.
Os demais pré-candidatos ligados ao reality defendem diferentes siglas partidárias. Lucas Penteado deve disputar pelo PT, Matteus Amaral pelo PP, Letícia Santiago pelo PL e Caio Afiune pelo MDB. “As principais pautas que eu pretendo defender são ligadas ao desenvolvimento regional, à geração de oportunidades para os jovens e à valorização de quem faz o Brasil acontecer com trabalho e esforço. Acredito muito no potencial das pessoas quando elas têm acesso e incentivo”, diz Matteus.
Na lista de ex-BBBs que já tentaram a carreira política sem sucesso estão Babu Santana (PSOL), Diego Alemão (PV), Dhomini (PRONA), Rodrigo “Cowboy” (PR), Tati Pink (PSC), Mara Telles (PCdoB), Ilmar Mamão (PT), Marcos Harter (Podemos), Cezar Lima (PV), Fael (PSB), Maria Melilo (PSC), Ariadna Arantes (PSB), Serginho Orgastic (PSD), Mara Viana (PSDB), Sol Vega (PDT), Cida Santos (PTB) e Kleber Bambam (PRB).