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Em diferentes áreas do entretenimento, da música à televisão, personalidades brasileiras têm usado a própria visibilidade para defender os direitos da comunidade LGBTQIA+, combater a homofobia e ampliar debates sobre respeito, diversidade e representatividade. Em um país que ainda lidera índices de violência contra pessoas LGBTQIA+, com uma pessoa do grupo assassinada a cada 34 horas no país, artistas e figuras públicas transformaram entrevistas, redes sociais, shows e personagens em espaços de posicionamento político e apoio à causa. No Dia Internacional contra a LGBTfobia, relembre o que nomes como Anitta, Daniela Mercury, Gloria Groove e Pabllo Vittar já disseram sobre direitos, inclusão e orgulho LGBTQIA+.
Anitta. Já defendeu publicamente a criminalização da homofobia, criticou discursos preconceituosos e afirmou diversas vezes que a comunidade LGBTQIA+ “merece respeito e liberdade para existir”. A cantora também costuma incluir pautas de diversidade em shows, clipes e posicionamentos nas redes sociais.
Carmo Dalla Vecchia. Desde que falou abertamente sobre sua sexualidade, o ator, que é casado com o autor de novelas João Emanuel Carneiro, passou a discutir homofobia internalizada, representatividade e direitos LGBTQIA+. Ele afirmou que decidiu se assumir publicamente para “legitimar” sua própria sexualidade e ajudar pessoas que vivem em silêncio.
Daniela Mercury. Uma das artistas mais ativas da causa no Brasil, tendo assumido seu casamento com a jornalista Malu Verçosa em 2013. Já fez apelos públicos contra a intolerância e cobrou políticas públicas para proteção da população LGBTQIA+, como a criação de uma delegacia semelhante a de proteção às mulheres. Também costuma defender o casamento igualitário e o combate à discriminação religiosa contra pessoas LGBTQIA+.
Diego Martins. O ator, cantor e drag queen brasileiro fala frequentemente sobre liberdade de expressão, aceitação e orgulho LGBTQIA+, especialmente ao abordar sua trajetória artística e a importância da representatividade queer na televisão e na música.
Fernanda Gentil. Em 2016, ela assumiu o relacionamento com a jornalista Priscila Montandon e já declarou que trata sua orientação sexual “com naturalidade”. Ela também costuma defender respeito às diferentes configurações familiares, além de se posicionar contra ataques homofóbicos nas redes sociais.
Gabriela Lohan. A atriz costuma abordar temas ligados à representatividade lésbica, visibilidade LGBTQIA+ e combate ao preconceito, especialmente em entrevistas sobre carreira e vivência pessoal.
Gloria Groove. Além do sucesso musical, a cantora se tornou um ícone de representatividade queer no Brasil. Em 2025, fez história ao ser a primeira drag queen a interpretar Madame Morrible em uma montagem oficial do musical Wicked, no Teatro Renault, em São Paulo.
Marcos Pigossi. Após assumir publicamente o relacionamento com o cineasta Marco Calvani, com quem é casado desde 2023, passou a falar mais sobre visibilidade LGBTQIA+, a afetividade entre homens e a importância da naturalização dessas relações no audiovisual. Em entrevistas, o ator afirmou que demorou a se assumir por medo de sofrer consequências na carreira. “Isso é um pensamento super antigo, porque a gente mostrou através de outros atores que isso é uma grande besteira. O trabalho de atores e atrizes vai muito além disso”, disse.
Pabllo Vittar. Uma das maiores vozes LGBTQIA+ do país, frequentemente denuncia casos de homofobia e transfobia, além de defender políticas de inclusão e proteção para pessoas LGBTQIA+, sobretudo pessoas trans e drag queens.
Silvero Pereira. Já afirmou que representar personagens LGBTQIA+ também é um ato político. O ator costuma debater preconceito estrutural, violência contra pessoas LGBTQIA+ e a necessidade de ampliar espaços de diversidade na cultura brasileira.