O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na noite desta sexta-feira (15) ter tido uma conversa “longa” com seu homólogo chinês, Xi Jinping, sobre a libertação da prisão do ex-magnata da mídia de Hong Kong e crítico de Pequim, Jimmy Lai, e do pastor Ezra Jin Mingri.

A libertação dos dois está “sob análise”, disse Trump em entrevista à Fox News, mas a resposta ao pedido de libertação de Lai “não foi positiva”.

Lai, de 78 anos, foi condenado a 20 anos de prisão no início deste ano, após ser considerado culpado de acusações de segurança nacional e sedição em Hong Kong.

O julgamento foi acompanhado de perto por líderes do mundo ocidental, incluindo Trump, que anteriormente prometeu “libertá-lo”.

“Eu disse: ‘Bem, eu agradeceria se o senhor o libertasse. Ele está velho e provavelmente não está se sentindo muito bem. Seria bom.’ Eu não estava otimista. Tenho que ser honesto com você sobre isso”, disse Trump sobre Lai, cujo nome o presidente disse ter mencionado pelo menos duas vezes a Xi.

Ele disse, no entanto, que se sentia “muito otimista” em relação à libertação de Jin, que foi detido em uma repressão em massa em várias congregações e cidades chinesas.

“O outro, eu acho, talvez receba muita atenção”, disse Trump.

Condenação de Jimmy Lai

Lai foi condenado em dezembro de 2025 por acusações de segurança nacional e sedição e sentenciado a 20 anos de prisão.

O bilionário, que construiu sua fortuna do zero, estava entre os críticos do governo de mais alto perfil indiciados desde que Pequim impôs uma abrangente lei de segurança nacional à cidade semiautônoma de Hong Kong em 2020.

Tanto Pequim quanto o governo de Hong Kong rejeitaram repetidamente as críticas internacionais ao processo contra Lai e negaram as acusações de que sua prisão teria motivação política ou representaria um ataque à liberdade de imprensa.



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