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A dois dias da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo, a expectativa pela divulgação dos 26 jogadores para representar o país no torneio só aumenta. Um dos nomes cotados para ser chamado é Endrick, incluso na pré-lista do treinador italiano e em busca de uma vaga para o seu primeiro mundial. A convocação do técnico Carlo Ancelotti será na próxima segunda, 18, a partir das 17h (horário de Brasília). 

O atacante do Real Madrid foi emprestado ao Lyon neste primeiro semestre de 2026 e fará sua última partida pelo clube francês neste domingo, 17, contra o Lens. Ele atuou em quinze jogos da Ligue 1, fez cinco gols e deu sete assistências, jogando como centroavante e na ponta direita. Depois, o jogador volta para o elenco dos blancos para se preparar para a Copa do Mundo e a próxima temporada pelo time madrilenho.

Com a baixa de Estevão, lesionado e sem expectativa de recuperação a tempo para o mundial, as chances de Endrick estar entre os comandados de Ancelotti no mundial aumentam muito. Na data Fifa de março, o jogador foi convocado pela primeira vez pelo ex-técnico do Real Madrid e foi decisivo no amistoso contra a Croácia. Ele sofreu um pênalti, depois convertido por Igor Thiago, e deu uma assistência para Gabriel Martinelli marcar o último da vitória por 3 a 1.

Em resposta a perguntas de VEJA, Endrick comentou sobre a sua trajetória na Europa e a expectativa de ser convocado para a sua primeira Copa do Mundo. Confira:

O que mudou na sua rotina e no seu jogo para o futebol finalmente fluir na Europa? Minha rotina não mudou. É a mesma. Muito cuidado com o sono, todas refeições são preparadas porque é o mais adequado pra dias de jogo, treino e de descanso, e fiz em Lyon os mesmos treinos individuais e trabalhos de recuperação em casa que fazia em Madrid. O que mudou foi a sequência em campo, com mais jogos, e jogando mais tempo em cada um, aumentou a atenção nos detalhes da recuperação depois cada jogo.

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Que lição principal você leva da sua passagem curta, mas intensa, pelo Bernabéu? A minha passagem pelo Real está no início ainda. Teve uma pausa por causa da minha lesão, mas já estou recuperado. Lá, você aprende todo dia, e com muita gente. É onde estão os melhores do mundo, onde sempre chegam os melhores. Todo jogador do Real tem alguma coisa pra ensinar. Os que não jogam, também ensinam muito. As pessoas que estão lá, ajudando os atletas, são as que ganharam mais vezes os títulos mais importantes. É um lugar onde todos tem que estar focados em títulos importantes.

O futebol francês é conhecido pelo vigor físico. Esse foi o cenário ideal para o seu estilo de “explosão” ou você precisou se reinventar? Hoje, em todos os campeonatos importantes da Europa, a exigência física é muito grande. Mas não é um campeonato de força só. É só olhar pra seleção deles. É um campeonato com muito força física, mas com muita velocidade, e também com muita qualidade técnica. O campeão da Europa joga esse campeonato. Eu tenho que pensar em coisas diferentes o tempo todo, num mesmo jogo, e de um jogo pro outro. Hoje estudam tudo nosso, e por isso, temos que estudar os adversários. Mudam as escalações, os treinadores, são muitas substituições. Para jogar em alto nível hoje, mesmo jogando um mesmo campeonato por muitos anos, a gente tem que se reinventar quase que toda semana.

Como você usa sua imagem e sua postura em campo para confrontar o racismo estrutural no futebol? Já joguei com e contra jogadores de todas as raça, religiões, e de vários países. Nós somos todos iguais perante Deus, e no campo, procuro mostrar isso respeitando todos da mesma forma. Competindo, porque temos adversários, mas nunca tratando eles como inimigos. Temos que mostrar respeito por todos, de todos os lugares.

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Com a Copa no horizonte, como qual sua expectativa de integrar esse grupo que busca o Hexa? É o meu objetivo. O que eu busco. Não é só uma coisa que eu espero. É o que eu busquei e vou continuar buscando. Pra realizar um sonho você tem que fazer o que for preciso para realizar, não esperar.

Convocação: como pretende comemorar a convocação, se ela vier? Primeiro, em casa, com minha família. Na hora, só com ela. Depois, a gente vai falar com os amigos, com quem trabalha com a gente. Mas de casa mesmo. Se for chamado, o cuidado já começa no dia seguinte. A alegria vai ser gigante, mas não dá pra fazer uma “festa” mesmo.



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