A divulgação da troca de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, dominou as redes sociais nas últimas 24 horas, somando mais de 14 milhões de interações, segundo levantamento da empresa “Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados”.

O estudo analisou curtidas, compartilhamentos e comentários no período entre 0h de quarta-feira (13) e às 9h desta quinta-feira (14).

No X (antigo Twitter), Instagram e Facebook, o debate se divide entre a ironia dos críticos sobre a origem dos recursos para o filme de Jair Bolsonaro (PL) e a apreensão de apoiadores com o desgaste da imagem da família Bolsonaro.

Segundo a pesquisa, entre os críticos de Flávio, a expressão “estou e estarei contigo sempre”, usada pelo senador nas mensagens, foi viralizada e rendeu memes. A origem do dinheiro, diante da prisão de Vorcaro por suspeita de fraudes bilionárias, também é questionada on-line. As expressões “Bolsomaster” e “filme mais caro da história” estiveram presentes em alguns discursos.

Já entre os apoiadores do senador, foi levantada a tese de “perseguição política” contra um projeto privado. Ao mesmo tempo, outro grupo de defensores demonstrou apreensão com o impacto da denúncia na imagem da família Bolsonaro, afirma o levantamento.

No X (antigo Twitter), o pico de menções ao assunto foi registrado às 18h de quarta-feira (13). Entre as expressões em destaque na nuvem de termos da rede figuram “Lei Rouanet”, “filme sobre Jair Bolsonaro”, “CPI do Banco Master”, “estarei contigo” e “dinheiro público”.

Nas redes sociais da Meta, Facebook e Instagram, foram feitas 29 mil menções em português ao tema, com mais de 10,7 milhões de interações. Na nuvem de termos destas plataformas, a expressão “134 milhões” ganha destaque.

Ataques do PT nas redes

Nas últimas horas, o PT (Partido dos Trabalhadores) intensificou, nas redes sociais, os ataques contra Flávio Bolsonaro. A ação coordenada pelo partido tem a participação de dirigentes, parlamentares e perfis ligados à esquerda para explorar o caso como símbolo de uma suposta contradição do bolsonarismo no discurso anticorrupção.

A estratégia da legenda agora é transformar o episódio em um desgaste permanente para a pré-campanha presidencial de Flávio. Integrantes da legenda defendem que o caso deve ser explorado de forma contínua nas redes sociais, mas sem ampliação do tom.

Perfis ligados ao PT compartilharam montagens, vídeos e peças de propaganda associando o Master ao bolsonarismo. Em uma das publicações, militantes petistas usaram um versículo bíblico para ironizar a situação do senador.

Entenda o caso

Em áudio divulgado pelo site Intercept, na última quarta-feira (13), Flávio negociou um repasse de R$ 134 milhões diretamente com o ex-banqueiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Os recursos que o senador negocia na gravação seriam destinados à produção do longa “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente.

Documentos mostram que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências bancárias para financiar o projeto.

Outro lado

Flávio disse na quarta-feira (13) que o áudio vazado em que ele pede dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, se trata de um “filho procurando patrocínio”.

“Mais do que nunca, é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet.”

Antes da declaração nas redes sociais, Flávio disse que o envolvimento com Vorcaro era “mentira” ao ser questionado pessoalmente pelo Intercept.



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