Uma obra da Sabesp provocou um novo vazamento de gás, nessa quinta-feira (14/5), após romper uma tubulação da Comgás, na Rua Senador Amaral Furlan, em Itaquera, na zona leste de São Paulo.

Segundo a Comgás, as equipes da concessionária foram acionadas ao endereço às 13h38. A manutenção chegou às 14h e eliminou o vazamento. A Sabesp informou, em nota, que concluiu o reparo da tubulação rompida por volta das 15h30.

A companhia responsável pela distribuição de água em São Paulo pediu desculpas pelos transtornos. Esse é o segundo vazamento de gás registrado nesta semana envolvendo as duas concessionárias na capital paulista.


Explosão no Jaguaré

  • Uma obra da Sabesp já tinha causado uma explosão que deixou dois mortos e dois feridos em uma comunidade do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, nessa segunda-feira (11/5).
  • A explosão de gás provocou um incêndio em diversas casas em uma área próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes Leme, no Jaguaré.
  • A tubulação de gás foi atingida durante obra de remanejamento de tubulação de água da Sabesp, empresa de saneamento básico de São Paulo. O serviço foi paralisado na sequência.
  • A Comgás, companhia paulista de gás, foi acionada e as duas empresas adotaram imediatamente todos os protocolos de segurança.
  • Um homem morreu e outros três feridos foram encaminhados ao Pronto Socorro Regional de Osasco, um deles por meios próprios, outro por uma equipe do Samu e o terceiro por uma unidade do resgate.
  • O Corpo de Bombeiros encerrou as buscas por outras vítimas nos escombros por volta das 21h30.
  • Ao menos 35 imóveis foram atingidas pela explosão. Outros imóveis tiveram janelas e batentes de porta destruídos.
  • 46 imóveis foram interditados pela Defesa Civil e mais de 200 pessoas afetadas estão sendo cadastradas para receber assistência, segundo o governo estadual.
  • A área foi totalmente isolada para a buscas por possíveis vítimas — que foram encerradas pelo Corpo de Bombeiros por volta das 21h30.
  • Por medida de segurança, a energia na área foi desligada.
  • O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez uma publicação nas redes sociais dele prestando solidariedade aos familiares e amigos do homem que morreu após a explosão e às três pessoas feridas e afirmou que “todos terão seus prejuízos ressarcidos e suas residências devidamente recuperadas”. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) postou mensagem em sua conta no Instagram de solidariedade às vítimas. “Meus sentimentos aos amigos e familiares do senhor que, infelizmente, veio a falecer.”
  • Segundo Nunes, a Prefeitura de São Paulo e a Defesa Civil estão no local prestando suporte total e colaborando com a perícia.
  • Em nota conjunta, a Sabesp e a Comgás afirmaram que os moradores afetados vão receber um valor emergencial de R$ 2 mil enquanto fazem o levantamento de todos os prejuízos.
  • A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) afirmou que vai solicitar às concessionárias todos os documentos e registros operacionais relacionados à obra realizada no local.

Mortes em Mairiporã e Mauá

Em março deste ano, outra ocorrência durante um serviço prestado pela companhia acabou em morte. Um funcionário terceirizado da Sabesp, de 45 anos, morreu após uma caixa d’água romper em uma obra do reservatório de água, em Mairiporã, na região metropolitana do estado. Sete pessoas ficaram feridas e precisaram ser socorridas.

Outra morte envolvendo a Sabesp aconteceu em setembro do ano passado. Uma idosa de 79 anos morreu após uma tubulação da Sabesp se desprender e invadir sua casa, em Mauá, também na região metropolitana. O caso foi registrado como morte suspeita no 4º Distrito Policial da cidade.

Megacratera e rompimento de adutora

Moradores de Osasco, ainda na região metropolitana, passaram por enorme transtorno após uma adutora da Sabesp se romper, no bairro Jardim Veloso, em abril deste ano. A água invadiu pelo menos quatro moradias na região. Além da sujeira, o abastecimento de água na região foi afetado.

Uma intervenção da empresa impactou até mesmo o trânsito da capital paulista. Um vazamento ocasionado pelas obras de recuperação de um interceptor de esgoto localizado na Marginal Tietê, na altura da Ponte Atílio Fontes, abriu uma megacratera na pista. O buraco ficou mais de 11 meses sem solução, até ser finalmente reparado, em março deste ano.



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