A criança de 8 anos atacada por uma onça-parda na Chapada dos Veadeiros terá de passar por cirurgia plástica. A informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira (15/5) pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), responsável pela gestão do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O acidente aconteceu na tarde da última quinta-feira (14/5).

Inicialmente, a criança, que teve ferimentos no rosto, foi atendida pelo Hospital Municipal de Alto Paraíso, mas, depois, acabou transferida para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Após avaliação, ela foi encaminhada para tratamento na especialidade de Cirurgia Plástica, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), administrado pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF).

As informações preliminares dão conta de que o animal estava em cima de uma árvore quando foi avistado. Segundo relatos, a onça saltou sobre a criança, mas fugiu após ser espantada por adultos. A vítima acabou ferida no rosto.

O ataque ocorreu no momento em que a família voltava da Cachoeira do Cordovil, que está interditada temporariamente para análise técnica. O local fica a 9km do vilarejo de São Jorge e 29 km de Alto Paraíso, município de Goiás.

Medidas de prevenção

Após o ataque, donos de pousadas e guias de turismo da região usaram as redes sociais para divulgar os protocolos de cuidados para prevenir ataques de felinos a humanos. Na região, esses tipos de ataque são extremamente raros.

A guia Janna afirmou que a onça-parda, assim como outros grandes felinos do Cerrado, tem comportamento arisco e evita naturalmente o contato com pessoas. “Eu mesma, em mais de 10 anos de atividades na natureza, nunca avistei uma nas trilhas”, relatou.

Ela também compartilhou orientações de segurança para situações de encontro com animais silvestres. Segundo a guia, o mais importante é não correr, pois isso pode despertar o instinto de perseguição do felino.


Também voltaram a circular nas redes sociais vídeos antigos de flagrante de onças na região da Chapada dos Veadeiros. Na página da Cachoeira do Cordovil, local do ataque, seguidores também relataram já ter ouvido rugidos de felinos nas trilhas e arredores.

Pesquisadores que monitoram a fauna do Cerrado também já registraram a presença desses animais em diversas localidades da região. Em muitos casos, os flagrantes são feitos por meio de câmeras instaladas na mata para acompanhar a rotina dos felinos e de outras espécies silvestres.



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