O subprocurador-geral do MP junto ao TCU, Lucas Furtado, protocolou uma representação nesta sexta-feira e solicitou que o tribunal investigue possíveis irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, que trata da história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para sustentar o pedido, Furtado fala sobre a utilização indireta de recursos públicos, investimentos ligados ao Banco Master e suposta ocultação da origem dos recursos aportados no longa-metragem.

A iniciativa é um reflexo das reportagens do site Intercept Brasil, que revelaram diálogos entre Daniel Vorcaro, do Master, e o senador Flávio Bolsonaro, nos quais o pré-candidato do PL à presidência da República cobra do banqueiro os aportes milionários destinado à produção cinematográfica.

Ao apontar inconsistências e contradições dos envolvidos, Furtado pontua que o deputado Mário Frias e a produtora Go Up Entertainment chegaram a negar que Vorcaro tivesse feito aportes no filme. O parlamentar do PL teve que dar uma nova versão para o fato.

o subprocurador argumenta que o caso extrapola uma relação privada, como alegam os envolvidos, porque o Master ampliou sua atuação financeira com suporte de recursos públicos.

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Furtado solicita a apuração sobre possíveis incentivos fiscais, uso de emendas parlamentares, aportes de empresas vinculadas ao Banco Master e mecanismos de ocultação da origem dos recursos utilizados na produção.

Pede ainda diligências junto à Receita Federal, Ancine, Banco Central, CVM e Coaf.

 



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