A UFPR (Universidade Federal do Paraná) terá mudanças importantes nos critérios de pontuação para o próximo processo seletivo.
Dos 130 cursos de graduação da instituição, 62 optaram por atribuir pesos diferenciados (que variam de 2 a 2,5) às questões de uma ou duas disciplinas na prova objetiva.
Critérios da mudança
A medida foi adotada pelas coordenações de cada graduação para compensar o fim definitivo das provas específicas na segunda fase. Nos demais 68 cursos que não aderiram à mudança, todas as questões continuarão tendo peso 1.
A escolha das disciplinas estratégicas levou em consideração os conhecimentos mais relevantes para cada área, além do equilíbrio na composição da nota final. No entanto, os candidatos devem ficar atentos, pois a nova divisão não repete necessariamente o padrão das antigas provas específicas.
Mudanças e surpresas entre os cursos
Cursos que antes não exigiam exames específicos na segunda fase agora passam a valorizar disciplinas selecionadas com peso dobrado na prova objetiva.
É o caso de Arquitetura e Urbanismo (pesos diferenciados para História e Matemática), Enfermagem (Biologia e Química) e Engenharia de Produção (Física e Matemática).
Mesmo entre as carreiras mais concorridas que já tradicionais exames específicos, houve alterações surpreendentes:
- Medicina (Curitiba): substituiu a Química e agora dará peso 2 para as questões de Biologia e Língua Portuguesa.
- Direito: retirou a História do topo da pontuação, passando a aplicar maior peso para Língua Portuguesa e Filosofia.
- Química e Agronomia (Curitiba): seguiram no caminho inverso; embora tivessem provas específicas até o último ano, optaram por não adotar pesos diferenciados, mantendo todas as questões da prova objetiva com peso igual a 1.
A maior parte das graduações restantes preferiu manter o histórico, aplicando os pesos maiores justamente nas matérias que já compunham suas antigas provas de segunda fase.
A tabela completa com a relação de todos os cursos, suas respectivas disciplinas eletivas e os pesos adotados já foi disponibilizada no site da instituição.
*Publicado por André Nicolau, da CNN Brasil