A reação incisiva de Romeu Zema (Novo) ao áudio e às mensagens em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro foi vista por aliados e auxiliares do ex-governador como um divisor de águas na pré-campanha presidencial do político mineiro.

Na avaliação desses aliados, o vídeo em que Zema chama o episódio envolvendo Flávio de “imperdoável” e de um “tapa na  cara dos brasileiros de bem” representa um “rito de passagem”, ao marcar o afastamento público do ex-governador em relação ao clã Bolsonaro.

O pré-candidato do Novo à Presidência da República Romeu Zema
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O pré-candidato do Novo à Presidência da República Romeu Zema

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

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A leitura dentro da pré-campanha de Zema é de que, até então, o ex-governador de Minas Gerais não tinha conseguido estabelecer uma diferenciação nítida em relação a Flávio, por conta da proximidade construída por ele com o bolsonarismo nos últimos anos.

Para aliados de Zema, as mensagens do senador a Vorcaro obrigou o ex-governador a fazer uma escolha política: manter o silêncio e correr o risco de inviabilizar de vez sua candidatura presidencial ou reagir de forma contundente para preservar o discurso que tenta construir para 2026.

Prevaleceu a segunda opção. Nos bastidores, aliados consideram que Zema não poderia adotar dois pesos e duas medidas. Se o ex-governador criticou publicamente ministros do STF implicados no Caso Master, seria incoerente passar pano para Flávio agora por conveniência política.

A nova etapa da campanha de Zema

O cálculo da campanha de Zema é de que a resposta pública dele ao episódio envolvendo Flávio permitiu ao ex-governador inaugurar uma nova etapa de sua estratégia eleitoral. O foco agora passa a ser a disputa pelo voto do eleitor de centro que rejeita tanto Lula quanto Bolsonaro.

Estrategistas da campanha de Zema admitem, porém, que o movimento não deve produzir efeitos imediatos nas pesquisas. A expectativa não é de crescimento instantâneo em intenção de voto. O principal ganho esperado, neste momento, seria outro: relevância política.

A avaliação é de que o ex-governador mineiro precisa se manter bem posicionado no jogo eleitoral para o momento em que o eleitor de centro buscar o candidato que tenha chance de ganhar de Lula na disputa e que não seja ligado de alguma forma ao bolsonarismo.

Com base nessa leitura, Zema pretende dobrar a aposta nos próximos dias. A expectativa é de que o ex-governador volte a falar sobre o assunto durante discurso e entrevistas em um evento do partido Novo marcado para o sábado (16/5), em Minas Gerais.



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