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A fotografia oficial da reunião entre as delegações dos Estados Unidos e da China, em Pequim, provocou críticas nas redes sociais e entre especialistas: na mesa de negociações entre as duas maiores economias do mundo, não havia sequer uma mulher presente.

O encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e seu par chinês, Xi Jinping, ocorreu nesta quinta-feira, 14, no Grande Salão do Povo, em meio a cerimônias marcadas por shows militares, batalhões de empresários e o furor das autoridades de ambas superpotências.

A ausência de mulheres na mesa de negociações se tornou um dos assuntos mais comentados após a divulgação das imagens.

BEIJING, CHINA - MAY 14: U.S. President Donald Trump and Chinese President Xi Jinping attend a bilateral meeting at the Great Hall of the People on May 14, 2026 in Beijing, China. President Trump is meeting with President Xi Jinping in Beijing to address the Iran conflict, trade imbalances, and the Taiwan situation while establishing new bilateral boards for economic and AI oversight. (Photo by Alex Wong/Getty Images)
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em reunião bilateral no Grande Salão do Povo. 14/05/2026 – (Alex Wong/Getty Images)

“A pintura do fim da meritocracia: uma reunião das duas maiores economias do mundo sem uma única mulher à mesa”, escreveu a economista americana Gita Gopinath em publicação nas redes sociais, que acumulou milhares de curtidas.

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Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Gopinath afirmou que a composição exclusivamente masculina do encontro transmite a ideia de que conexões políticas e redes de influência passaram a importar mais do que competência.

“É inexplicável chegar a uma mesa composta por um único gênero, considerando a quantidade de mulheres talentosas ao redor do mundo”, disse ela.

“Diplomacia masculina”

Especialistas também compararam as imagens do encontro com cúpulas realizadas durante o governo de Barack Obama, quando mulheres ocupavam posições centrais nas negociações entre Washington e Pequim. Na época, participaram de encontros bilaterais figuras como a então vice-primeira-ministra chinesa Liu Yandong, de um lado, e do outro a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e a conselheira de Segurança Nacional de Obama, Susan Rice.

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A pesquisadora Halima Kazem, diretora associada do programa de estudos feministas, gênero e sexualidade da Universidade Stanford, afirmou que o encontro simboliza uma diplomacia “masculina, militarizada e excludente”.

“Isso não aconteceu por falta de mulheres qualificadas. Ambos os países possuem diplomatas e especialistas altamente capacitadas em suas estruturas de poder. Foi uma escolha sobre qual tipo de autoridade projetar”, declarou ela.

Apesar da ausência feminina na mesa principal de negociações em Pequim, algumas mulheres acompanharam Trump durante a visita oficial de dois dias à China. Entre elas estavam Lara Trump, nora do presidente americano, além de executivas como Jane Fraser, CEO do Citigroup, e Dina Powell McCormick, presidente da Meta.



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