Dois novos casos de febre amarela foram confirmados no estado de São Paulo, elevando para nove o total de registros da doença em 2026. A confirmação foi feita nesta quarta-feira, 13, pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP).

Os novos casos ocorreram em Lagoinha, no Vale do Paraíba, e envolvem dois homens, de 54 e 64 anos, que morreram em decorrência da doença. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), ambos não tinham histórico de vacinação contra a febre amarela.

Com os novos registros, o Vale do Paraíba concentra oito dos nove casos confirmados neste ano, distribuídos entre os municípios de Cunha, Cruzeiro e Lagoinha. A região contabiliza ainda cinco mortes, sendo quatro em Lagoinha e uma em Cunha. O único caso fora da região foi registrado em Araçariguama, na região de Sorocaba, onde um homem de 43 anos se recuperou da doença.

De acordo com a SES-SP, todos os pacientes diagnosticados até o momento não estavam vacinados.

A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda transmitida por mosquitos. Em áreas silvestres, é transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Já em áreas urbanas, o vetor é o Aedes aegypti.

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Cerca de 15% das pessoas infectadas evoluem para a forma grave, apresentando febre alta, icterícia (pele e olhos amarelados), dores abdominais e sangramentos. Nesses casos, a mortalidade pode variar entre 20% e 50%.

Imunização

Para a coordenadora de vacinas da Dasa, Maria Isabel de Moraes-Pinto, o aumento recente de casos pode estar relacionado à desinformação sobre vacinas, à hesitação vacinal e à falsa sensação de segurança em relação à doença. “Muitas doenças que estavam controladas há décadas voltam a aparecer justamente porque deixaram de ser percebidas como ameaça”, afirma.

Diante do cenário, a pasta reforçou o alerta para a importância da imunização, considerada a principal forma de prevenção e controle da febre amarela. A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e é recomendada para toda a população desde 2019.

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A orientação é que pessoas não vacinadas procurem uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou locais com circulação do vírus. Para garantir proteção necessária, a aplicação deve ocorrer ao menos 10 dias antes da exposição ao risco.

A SES-SP também recomenda que casos suspeitos sejam comunicados o mais rápido possível aos serviços de saúde para acelerar a resposta e reduzir o risco de transmissão.

Como funciona a vacinação?

A vacina contra a febre amarela integra o calendário vacinal e segue as seguintes recomendações:

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Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem tomar reforço;
Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas: devem receber dose única;
Pessoas imunizadas com dose fracionada em 2018 devem verificar a necessidade de atualização da caderneta.

Tem dúvidas sobre vacinação? É possível acessar o portal Vacina 100 Dúvidas, criado pelo governo paulista para esclarecer perguntas frequentes como efeitos colaterais, eficácia dos imunizantes e riscos da não vacinação.

 



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