O governo federal minimiza a chance de uma mudança nas relações comerciais entre Estados Unidos e China impactarem o agronegócio nacional. Após o encontro presidencial entre Donald ‌Trump e Xi Jinping, em ⁠Pequim, os norte-americanos voltaram a ventilar que passarão a vender mais aos asiáticos.

O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o país espera que a China assine um acordo para comprar “dezenas de bilhões” de dólares em produtos agrícolas norte-americanos.

Greer mencionou um acordo, firmado em outubro passado, para fornecer 25 milhões de toneladas por ano de soja. E disse que os EUA também esperam “ver um acordo para compras de produtos agrícolas nos próximos três anos como resultado desta visita”.

No Palácio do Planalto, a avaliação é que uma possível aproximação entre os gigantes não seria preocupação. A análise é que o agronegócio brasileiro não seria impactado a curto prazo, já que a capacidade de exportação norte-americana depende do excedente da produção interna.

A China segue sendo o principal destino de mercadorias do agro brasileiro, com destaques para as compras de soja e carne bovina.

Em 2025, o Brasil teve o melhor desempenho de sua história nas exportações de carne bovina, e a China foi o principal comprador. No mercado de soja, o agro nacional é o maior produtor e exportador e também conta com os asiáticos como destino mais relevante.

O encontro entre Trump e Xi Jinping teve como objetivo abordar divergências que afetam as relações entre as duas maiores economias do mundo.



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