O Supremo Tribunal Federal (STF) tenta intimar, por meio de decisão do ministro Flávio Dino, desde março, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) para explicações sobre emendas parlamentares destinadas à organização não-governamental (ONG) Instituto Conhecer Brasil, ligada à produção do filme Dark Horse, que retrata a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. O deputado teria destinado R$ 2 milhões à ONG, segundo denúncia feita ao Supremo.
A tentativa de intimação vem a partir de uma ação da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) requisitando a apuração de repasses de emendas parlamentares para o que classificou como um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”.
Segundo a denúncia, Mario Frias, que além de parlamentar também é produtor-executivo do filme, repassou valores oriundos de emendas parlamentares à Ong “Instituto Conhecer Brasil”.
São questionados repasses às seguintes Ongs:
- Instituto Conhecer Brasil;
- Academia Nacional de Cultura;
- Go Up Entertainment; e
- Conhecer Brasil Assessoria.
Segundo a denúncia de Tábata, todas estas organizações estariam sob comando de Karina Ferreira da Gama, produtora cultural ligada à produção do filme Dark Horse.
O ministro Flávio Dino, relator da ação, decidiu intimar os deputados federais Mario Frias, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS). A decisão é do dia 21 de março, no âmbito da ADPF 854.
De acordo com a denúncia, a ONG Academia Nacional de Cultural também teria recebido cerca de R$ 2,6 milhões de parlamentares como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollon.
O filme Dark Horse entrou na pauta novamente após a divulgação de um áudio do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, no qual ele cobra dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do filme.
O Metrópoles não conseguiu contato com a assessoria do deputado Mario Frias e nem com Karina Gama. O espaço segue aberto.