A Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (13/5), um requerimento para acompanhar as investigações do caso da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, que foi presa por agredir e torturar a empregada doméstica Samara Regina, grávida de seis meses.

O caso, que ocorreu no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA), repercutiu em todo o país. Em áudio enviado a um grupo de amigos, no WhatsApp, Carolina relatou a agressão, alegando que a empregada havia furtado uma joia, e deu detalhes de como torturou a funcionária, com ajuda de um comparsa.

O requerimento aprovado pela comissão do Senado é de autoria da senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

Ela pede que o Senado dialogue com as autoridades responsáveis pelo caso, verifique as condições de assistência à vítima, fortaleça a fiscalização institucional do Senado Federal e contribua para o combate à violência contra mulheres trabalhadoras em situação de vulnerabilidade.

Senado acompanha investigação de patroa que agrediu doméstica grávida - destaque galeria

Anel que causou tortura de doméstica foi achado em cesto de roupa suja
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Anel que causou tortura de doméstica foi achado em cesto de roupa suja

Arte Metrópoles/ Lara Abreu

Samara Regina, grávida agredida e torturada pela patroa no Maranhão
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Samara Regina, grávida agredida e torturada pela patroa no Maranhão

Reprodução/Metrópoles

Segundo a polícia, Carolina arrastou a funcionária pelos cabelos, a agrediu com coronhadas e colocou uma arma na boca dela por desconfiar de que ela teria roubado uma joia
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Segundo a polícia, Carolina arrastou a funcionária pelos cabelos, a agrediu com coronhadas e colocou uma arma na boca dela por desconfiar de que ela teria roubado uma joia

Divulgação/PCMA

Hematomas das agressões sofridas por Samara
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Hematomas das agressões sofridas por Samara

Divulgação/PCMA

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante
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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

Reprodução/Redes sociais

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante
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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante
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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

Reprodução/Redes sociais

Anel foi encontrado em cesto de roupa suja

Acusada de furtar um anel, a doméstica Samara Regina foi torturada pela patroa e pelo policial militar Michael Bruno. Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, nesta quarta, Samara revelou que a joia foi encontrada em um cesto de roupa suja, no banheiro do quarto de Carolina.

“Estava no cesto de roupa suja, em um banheiro do quarto dela. Depois disso, ela veio para cima de mim e me agrediu mais ainda”, contou Samara.

A doméstica detalhou que as agressões duraram cerca de uma hora. Segundo ela, a violência só parou quando Carolina se sentiu “satisfeita” e a expulsou de casa, momento no qual ela pediu ajuda de um vizinho e uma amiga.

O caso ocorreu em 17 de abril. Samara havia sido contratada 15 dias antes. Na data do ocorrido, a patroa a chamou, pedindo que ela arrumasse a casa, pois receberia a visita de um amigo – o PM e comparsa Michael Bruno.

Assim que a visita chegou, Carolina chamou Samara novamente na sala e o policial começou a questioná-la sobre o anel que a patroa havia perdido. Em seguida, ele a acusou de furto e a pressionou para encontrar o objeto pela casa.

Durante as agressões, a doméstica chegou a ser arrastada pelos cabelos e teve uma arma de fogo colocada na boca. Ao Metrópoles, ela disse ter pensado que iria morrer e que só pensava em proteger a barriga, em meio a coronhadas na cabeça e tapas na cara.



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