O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana da Baixada Santista (SIEMACO), conhecido como “Fuzil”, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (13/5), durante uma operação da Polícia Civil em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo os investigadores, André Domingues de Lima é suspeito de envolvimento em um esquema de coação, intimidação e ameaças contra trabalhadores e empresas do setor de limpeza urbana da região.
A operação foi realizada por agentes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC de Santos, após meses de investigação. De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado teria criado um ambiente de medo dentro da categoria para forçar paralisações e exercer influência sobre atividades sindicais.
Os policiais cumpriram mandados em dois endereços ligados ao sindicalista: a casa dele, no bairro Embaré, e a sede do sindicato. Foi na residência onde os agentes localizaram uma pistola, além de carregadores e munições. Ainda segundo a polícia, a arma tinha registro vencido.
Revólver dentro do sindicato
Já na sede do sindicato, os investigadores encontraram um cofre camuflado. Dentro dele, havia um revólver com ligação a uma arma anteriormente furtada, além de uma pistola sem registro, munições e coldres táticos.
A forma como o armamento estava guardado chamou a atenção da investigação. Segundo a Polícia Civil, as armas estavam acondicionadas de maneira que permitiam uso imediato, o que, para os investigadores, reforça a suspeita de intimidação e ameaça apontada ao longo da apuração.
André Domingues de Lima foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e receptação. Ele permaneceu preso e segue à disposição da Justiça.
As investigações continuam e agora a Polícia Civil vai analisar celulares, computadores e outros materiais apreendidos durante a operação. A expectativa é entender se há outros envolvidos no esquema e qual seria a dimensão da atuação do grupo investigado.
O Metrópoles procurou o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana da Baixada Santista (SIEMACO), mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno. O espaço segue aberto.




