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O Mounjaro se tornou o medicamento de maior receita no planeta. Não falamos de receita médica, mas de vendas e lucros.
Sua fabricante, a americana Eli Lilly, embolsou 8,7 bilhões de dólares no primeiro trimestre deste ano. Com isso, a caneta para tratamento do diabetes e da obesidade passa a liderar o ranking global das drogas prescritas.
O Mounjaro ultrapassou, pela primeira vez, o Keytruda, imunoterápico desenvolvido pela MSD para o tratamento do câncer, que obteve 7,9 bilhões de dólares em vendas no mesmo período e estava no topo do ranking desde 2023.
Os dados vêm de um levantamento da plataforma Bloomberg Línea.
No ano de 2025, a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro e também disponível no exterior como Zepbound na indicação para o excesso de peso, gerou 36,5 bilhões de dólares para as contas da Lilly, hoje a maior farmacêutica do mundo em valor de mercado.
O Keytruda, um dos precursores da imunoterapia contra o câncer, faturou 31,6 bilhões de dólares no ano passado.
O Mounjaro inaugurou a classe dos duplo agonistas no tratamento da obesidade e do diabetes. A caneta de aplicação semanal mimetiza dois hormônios que aumentam a saciedade, equilibram a glicemia e ajudam a perder peso.
Seu principal concorrente global é a semaglutida, vendida como Ozempic e Wegovy, do laboratório dinamarquês Novo Nordisk.