Morreu nesta quinta-feira, 14, aos 83 anos, no Rio de Janeiro, o economista, empresário e ex-deputado Rubem Medina, sócio da Dreamers, grupo de empresas do ramo de comunicação e entretenimento e dono do Rock in Rio. A informação foi divulgada nas redes sociais em um comunicado conjunto pela Dreamers, a Rock World e a família. “Seremos eternamente gratos pela importante contribuição na construção da nossa história. Obrigado por ter sonhado conosco, Rubem”, diz uma nota publicada pela Dreamer. A causa da morte não foi divulgada.

Até hoje um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock in Rio, realizado pela primeira vez em 1985, foi idealizado por seu irmão, Roberto Medina.

As primeiras aparições públicas de Rubem foram ainda nos anos de 1950 e 60, como um dos participantes do “Noite de Gala”, o programa de auditório e apresentações musicais veiculado pela TV Rio, e patrocinado pela Lojas Rei da Voz, a icônica rede carioca de rádios e outros eletrônicos que pertencia a seu pai, Abraham Medina. Nascido em Belém, Abraham radicou-se no Rio, onde rapidamente se mesclou à comunidade artística da cidade e se tornou uma figura lendária da capital carioca das décadas de ouro.

Formado em economia, Rubem entrou para a vida política em 1967, quando foi eleito para o seu primeiro mandato para a Câmara dos Deputados, ainda pelo então estado da Guanabara, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Emendaria outros oito mandatos consecutivos como deputado federal até 2003, passando por diferentes partidos, como PDS, PRN e PFL, depois da abertura política dos anos de 1980.

Como deputado e apresentador, foi também um constante defensor da democracia. O seu programa, o “Noite de Gala”, chegou inclusive a ser tirado do ar pela censura, ao vivo, quando Medina defendeu no ar o ex-presidente Juscelino Kubitschek, que acabara de ser preso pelo regime logo após a decretação do AI-5, em dezembro de 1968. O episódio foi narrado pelo próprio Rubem em suas redes sociais.

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Foi também integrante da Assembleia Nacional Constituinte, o colegiado eleito em 1987 para fazer a nova Constituição do país após o fim da ditadura militar, tendo participado das comissões que ficaram responsáveis por moldar as novas bases legais ligadas à ordem econômica e à organização institucional.

Como informações da Agência Câmara



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