O governo federal retomou oficialmente, nesta quinta-feira (14), as operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari, em uma iniciativa voltada à ampliação da produção nacional de fertilizantes e à redução da dependência brasileira das importações do insumo.

A visita à unidade contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. Segundo o governo, a reativação da planta integra a estratégia nacional de fortalecimento da segurança alimentar e do agronegócio.

Com investimento estimado em R$ 100 milhões, a Fafen-BA possui capacidade para produzir 1,3 mil toneladas diárias de ureia, o equivalente a cerca de 5% da demanda nacional. A retomada também deve gerar 900 empregos diretos e aproximadamente 2,7 mil indiretos.

Durante o evento, Lula afirmou que o Brasil precisa ampliar sua autonomia na produção de fertilizantes. “O Brasil é um país agrícola, é um dos maiores produtores de alimento do mundo e não pode importar 90% do fertilizante de que a nossa agricultura precisa”, declarou o presidente.

André de Paula destacou que a retomada da produção fortalece a competitividade do agro brasileiro e reduz a vulnerabilidade externa do setor. “Quando o presidente determinou a retomada dessas plantas, demonstrou visão estratégica e compromisso com a segurança alimentar”, afirmou o ministro.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que, com as unidades da Bahia, Sergipe, Paraná e Mato Grosso do Sul, a estatal pretende produzir até 35% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados nos próximos anos.

A fábrica havia sido hibernada em 2019, durante o processo de desinvestimentos da Petrobras no setor de fertilizantes. Em 2020, as operações foram arrendadas à Unigel, que interrompeu as atividades em 2023 sob alegação de inviabilidade econômica relacionada ao custo do gás natural.

Após retomar o segmento de fertilizantes, a Petrobras reassumiu as unidades em 2025. A Fafen de Sergipe voltou a operar em dezembro do ano passado, enquanto a unidade baiana retomou as atividades em janeiro deste ano.

Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes consumidos internamente, segundo dados do governo. A expectativa é que, com a entrada em operação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), a participação da Petrobras no mercado interno de ureia alcance aproximadamente 35%.

A retomada das fábricas está alinhada ao Plano Nacional de Fertilizantes, lançado pelo Ministério da Agricultura em 2022. O programa prevê elevar a produção nacional para atender entre 45% e 50% da demanda brasileira até 2050, com foco em sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico.



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