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A polícia do Equador prendeu, nesta quinta-feira, 14, um dos líderes da organização criminosa Los Lobos, responsável por dominar o narcotráfico na capital, Quito. Informações divulgadas pela agência de notícias AFP apontam que Eduardo Paúl, mais conhecido como Gordo Paúl, foi capturado durante uma operação comandada pelo ministro do interior, John Reimberg.

“É o criminoso mais perigoso que temos aqui na cidade de Quito”, disse Reimberg à imprensa após a operação, enquanto ainda vestia um colete à prova de balas.

De acordo com a AFP, Paúl foi capturado em uma residência no sul de Quito, onde estava com sua companheira, também detida por gerenciar a logística da atuação criminal de Los Lobos. Uma vez encerrada a operação, o chefe do tráfico foi levado a público algemado e sem camisa, expondo uma série de tatuagens — incluindo a de um leão, símbolo da organização Los Choneros, de onde Los Lobos se originou.

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Outras 15 pessoas também foram presas nesta quinta na mesma operação, que destacou 180 agentes e 24 equipes de promotoria para cumprir diversos mandados de busca e apreensão. Segundo as autoridades, a mobilização visava desarticular uma estrutura criminosa que movimentava altas somas de dinheiro para além do tráfico de drogas, atuando em áreas como assassinato de aluguel, receptação, roubo de veículos e sequestro para extorsão.

Guerra às gangues

A operação para capturar Gordo Paúl ocorre em meio à ofensiva lançada pelo presidente Daniel Noboa para subjugar as dezenas de organizações criminosas existentes no país. Sob seu governo, Quito instaurou um estado de exceção com um toque de recolher entre 23h e 5h e patrulhamento militar nas ruas.

Desde que chegou ao poder em 2023, Noboa adotou uma linha dura contra o crime no Equador, um dos países mais perigosos da América do Sul e responsável pelo escoamento de 70% da cocaína produzida pela Colômbia e pelo Peru. Mesmo contando com o apoio dos Estados Unidos de Donald Trump, há dúvidas no que diz respeito à eficiência da política, uma vez que o país registrou 51 assassinatos a cada 100 mil habitantes em 2025 — a maior taxa do continente.



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