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Tiros foram ouvidos no Senado das Filipinas na manhã desta quarta-feira, 13, em meio à mobilização de militares para prender o senador Ronald dela Rosa, procurado por crimes contra a humanidade, que está refugiado em seu escritório parlamentar há dois dias. Ainda não há informações sobre a motivação do tiroteio, quem está por trás do ataque ou se há feridos. Mais de 10 militares em uniformes camuflados, alguns portando fuzis de assalto, estavam presentes no local, segundo a agência de notícias Reuters

De acordo com o jornal filipino Daily Inquirer, as rajadas foram ouvidas no segundo andar do edifício por volta das 19h46 no horário local (8h46 em Brasília), com testemunhas orientadas a correr e se esconder. Instantes antes do episódio, os militares foram vistos conversando com membros da segurança do Senado, caminhando até a área após ouvir os disparos.

Imagens divulgadas pela Reuters mostram dela Rosa sendo levado para outra ala do prédio momentos antes do tiroteio. Anteriormente, o senador havia conclamado seus apoiadores para impedir sua prisão. “Não vamos permitir que outro filipino seja levado para Haia”, afirmou ele em coletiva de imprensa, em referência à cidade onde fica o Tribunal Penal Internacional (TPI), que emitiu o mandado. 

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Quais são as acusações?

Chefe da Polícia Nacional das Filipinas no governo do ex-presidente Rodrigo Duarte, dela Rosa foi responsável por uma implacável política antidrogas. Ele é acusado pelo TPI de autorizar, promover ou tolerar o assassinato de “suspeitos de crimes nas Filipinas (incluindo aqueles considerados ou presumidos como associados ao uso, venda ou produção de drogas)”, segundo a ordem da corte. Os crimes teriam ocorrido entre julho de 2016 e abril de 2018. Ao menos 30 mil civis foram mortos, de acordo com estimativas do tribunal.

A polícia filipina iniciou uma operação para prender o senador na segunda, mas dela Rosa teve sucesso em escapar dos agentes. Imagens de câmeras de segurança mostram o ex-chefe de polícia correndo pelos corredores do Senado até alcançar o escritório parlamentar, onde passou a estar sob custódia protetora do presidente da casa, Alan Peter Cayetano, outro aliado de Duarte.

O mandado de prisão contra dela Rosa havia sido emitido de forma confidencial pelo TPI em novembro, e rumores de uma possível prisão circulavam desde então. O cenário levou o parlamentar a se afastar de suas atividades legislativas por meses, embora tenha retornado para participar da audiência que elegeu Cayetano na segunda, quando o cenário atual se iniciou.



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