O navio russo Ursa Major, que afundou no Mar Mediterrâneo em dezembro de 2024, transportava “componentes de dois reatores nucleares”, revelou um documento obtido pela agência de notícias AFP nesta quarta-feira, 13. Alvo de sanções americanas, a embarcação naufragou em águas internacionais, a cerca de 110 quilômetros ao sul de Cartagena, no sudeste da Espanha. Ao menos 16 pessoas, incluindo dois marinheiros que nunca foram encontrados, estavam a bordo. 

Uma carta do governo espanhol de 23 de fevereiro de 2026, em resposta a perguntas do Congresso espanhol feitas no mês anterior, apontou que o capitão “acabou confessando” que o cargueiro levava “componentes de dois reatores nucleares semelhantes aos utilizados por submarinos”. Os reatores, segundo ele, “não continham combustível nuclear”.

O Instituto Geográfico Nacional afirmou à AFP que detectou “quatro sinais sísmicos que poderiam corresponder a explosões submarinas” semelhantes “às realizadas em terra, em pedreiras para extrair materiais de construção, ou às realizadas por mergulhadores militares em testes de medidas antiminas” perto de Cartagena no dia do incidente.

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Rumo a Pyongyang

A carga supostamente seria destinada à Coreia do Norte, que meses antes havia enviado soldados para lutar na guerra na Ucrânia, de acordo com a emissora americana CNN. Na versão oficial, o navio estava a caminho de Vladivostok, no extremo oriente da Rússia. A reportagem indicou que o Ursa Major, que respondia ao Ministério da Defesa russo, pode ter sido afundado por uma operação militar ocidental.

O ataque, portanto, teria como objetivo impedir que Pyongyang tivesse acesso aos componentes. A carta do governo da Espanha, inclusive, menciona que o incidente pode ter envolvido o uso de um  torpedo para perfurar o casco do cargueiro. Na época, a proprietária da embarcação alegou um possível “atentado terrorista”.

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A emissora afirmou, ainda, que várias atividades militares perto dos destroços foram realizadas no último ano, incluindo sobrevoos de aeronaves de detecção nuclear dos Estados Unidos. Uma fonte espanhola familiarizada com o assunto disse à CNN que, uma semana após o naufrágio, o local foi visitado por um navio espião russo, que teria causado quatro explosões.

 

 



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