O Ministério Público de Santa Catarina informou, nesta terça-feira (12/5), que vai investigar quem lucrou com a monetização de conteúdos falsos sobre a morte do cão Orelha. O MP solicitou o arquivamento do inquérito sobre a morte do cachorro após não encontrar indícios de maus-tratos.

“Além de verificar a eventual ocorrência de ilícitos, a apuração tem como objetivo avaliar a necessidade de fomentar a regulamentação e o estabelecimento de parâmetros que evitem o uso indevido de casos sensíveis que envolvem crianças e adolescentes com a finalidade de obter engajamento e monetização em redes sociais”, informou o MP.

A instituição indicou que boatos sobre a suposta agressão do cão Orelha atrapalharam a investigação. “A versão da agressão surge a partir de narrativas indiretas, baseadas em comentários de terceiros, boatos e conteúdos divulgados em redes sociais”, disse.

O pedido de arquivamento foi feito nesta terça-feira (12/5). O cão comunitário Orelha morreu no início do ano em Florianópolis.

A suspeita era de que o cachorro tivesse sido agredido por quatro adolescentes na Praia Brava. No entanto, segundo o MP, o laudo pericial, elaborado por perito veterinário com a exumação do corpo do cão, afastou a hipótese de traumatismo recente compatível com maus-tratos.

“O perito responsável pela exumação esclareceu que todos os ossos do animal foram examinados de forma minuciosa, sem que fosse constatada qualquer fatura ou lesão compatível com ação humana”, disse o MP.



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