
O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), saiu em defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira, 13, depois de o senador admitir que pediu dinheiro ao banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para custear o filme Dark Horse, que conta a história de vida do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A Liderança do Partido Liberal na Câmara dos Deputados reitera que as explicações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro são claras, coerentes e objetivas. Os fatos dizem respeito à busca de patrocínio privado para um projeto privado, sem qualquer utilização de recursos públicos. Não aceitaremos tentativas de transformar uma iniciativa privada em narrativa política artificial para atingir adversários”, escreveu Sóstenes no X (antigo Twitter).
NOTA
A Liderança do Partido Liberal na Câmara dos Deputados reitera que as explicações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro são claras, coerentes e objetivas.
Os fatos dizem respeito à busca de patrocínio privado para um projeto privado, sem qualquer utilização de…
— Sóstenes Cavalcante (@DepSostenes) May 13, 2026
Áudios e mensagens revelados pelo site de notícias The Intercept Brasil nesta quarta mostram que Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro tinham uma relação próxima. O senador teria pedido ao banqueiro 135 milhões de reais para custear as despesas de produção do filme sobre Bolsonaro. A produção do longa vinha sendo liderada pelo ex-ministro e deputado federal Mário Frias (PL-SP) e já está na mira do Supremo Tribunal Federal (STF), por conta do suposto repasse irregular de emendas parlamentares.
Os pagamentos do dono do Master, segundo o site, teriam sido feitos por meio de empresas com sede nos Estados Unidos, ligadas ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O valor não foi repassado por inteiro por conta da iminência da liquidação do Master. Há mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro na véspera da prisão do banqueiro pela Polícia Federal, em novembro do ano passado.
Flávio admitiu ter pedido dinheiro a Vorcaro, mas afirma que foi um patrocínio privado a filme que também está sendo feito de forma privada. Ele afirma que não há dinheiro público envolvido. “O que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, disse Flávio.
Sobre a relação com Vorcaro, a quem ele chama de “irmão” nas mensagens, ele afirma não ter ocorrido nenhuma troca de benefícios. “Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse o senador.