O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, avaliou nesta quarta-feira (13) como “muito grave” e motivo de cassação o suposto áudio do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em que pede dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).

“Se esse áudio de fato é do Flávio Bolsonaro, a discussão não é nem só sobre CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito], é sobre o mandato dele no Senado que tem que ser cassado. Esse cidadão quer ser presidente do Brasil pedindo R$ 134 milhões?”, disse a jornalistas na Câmara.

Boulos destacou que a interação noticiada entre Flávio e Vorcaro teria ocorrido após a divulgação de que o banqueiro era alvo de investigações. Reportagens do The Intercept Brasil divulgarem áudios, mensagens e documentos sobre negociações, realizadas entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, envolvendo recursos para financiar o longa “Dark Horse”.

“A não ser que seja adulterado, que alguém imitou a voz dele [Flávio Bolsonaro], ele não tem condição de permanecer como senador da Republica. Tem que ser cassado e, pelo amor de Deus, acho que aí a população vai saber fazer seu juízo nas urnas”, declarou Boulos.

Em nota, Flávio defendeu a instalação da CPI do Master e afirmou que sua interação com Vorcaro se tratou “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”.

Flávio declarou ainda ter conhecido Vorcaro em 2024, “quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.

A divulgação do caso mobilizou parlamentares nesta quarta. Integrantes da base governista promoveram ofensiva cobrando investigações e a instalação da CPI do Master. Aliados de Flávio buscaram minimizar o caso alegando não haver dinheiro público envolvido ou corrupção.

O ministro Guilherme Boulos esteve nesta tarde na Câmara dos Deputados para participar de audiência da comissão especial que analisa o fim da jornada de trabalho 6×1. No debate, ele defendeu a redução da jornada semanal e destacou que o governo é contrário a uma regra de transição e a possíveis compensações financeiras.



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