Ler Resumo

“Quem matou Odete Roitman?”, mas em sua primeira versão, de 1988, no auge da novela Vale Tudo. Há muito tempo uma convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo não atrai tanta ansiedade. O motivo: Neymar, sempre Neymar. Afinal de contas, o treinador Carlo Ancelotti vai ou não levar o camisa 10 do Santos, de 34 anos, para os Estados Unidos? Ou dito de outro modo, “decifra-me ou te devoro”, poderia dizer Ancelotti, como a esfinge no ultimato a Édipo.

O técnico, que decidiu não falar com a imprensa brasileira perto do momento seminal da chamada, talvez por precaução, decidiu ecoar o que tem a dizer por meio da imprensa internacional. E, por óbvios motivos, Neymar foi o centro das preocupações. Tentemos, pois, decifrar a cabeça de Ancelotti e dela tirar alguma conclusão sobre o enigma dos enigmas, Neymar, ah, Neymar…

Para a agência Reuters: “Neymar é muito amado. Não só pelo povo, mas também pelos jogadores. Se você chamar o Neymar, você não vai botar uma bomba no vestiário, porque é muito querido, muito amado. Acho normal cada um dar sua opinião. Agradeço a todos que me deram conselhos”. E mais: “Quando tem que escolher, tem que considerar muitas coisas. Neste aspecto, Neymar é um jogador importante para este país, pelo talento que demonstrou sempre, e que teve um problema, que está recuperando. Que está trabalhando forte para se recuperar, que está jogando. Que nos últimos tempos melhorou muito, está jogando com continuidade. Obviamente, para mim, é uma decisão não tão simples. Tenho que avaliar bem os prós e os contras. Mas a mim isso não coloca pressão, porque, como disse, há um ano avaliamos não só Neymar, mas todos os jogadores.”

Para o The New York Times: “Eu já esperava essa pergunta. Ele é um grande talento. O que temos que observar nele não é se ele consegue dominar a bola ou passar a bola. É se ele está em boa forma física”.

O que dá para concluir? A rigor, a rigor, pouca coisa. Ao avaliar os prós e contras, Ancelotti pode pender para os contras e não levar Neymar – mas pode também beber dos prós e levá-lo. Se assim fizer, poderá sempre dizer que o atacante santista não estava em perfeita forma física para um Mundial.

Continua após a publicidade

Mas cabe olhar para uma pulga atrás da orelha: se a ideia é não levar Neymar, por que incluiu o nome da peça na pré-lista de 55 nomes, que acaba de ser divulgada? A esfinge não entregou tudo, é verdade. Mas se é o caso de fazer uma aposta, que pode ser desmentida na segunda-feira, dia 18, 17 horas (com transmissão ao vivo de VEJA), ei-la: Neymar não vai.

Quem está garantido
Tendo em vista as convocações anteriores de Ancelotti, as lesões e os atuais desempenhos de jogadores vitais para a Canarinho, já dá para apontar 24 nomes certos – com dúvida para apenas outros dois. O próprio Ancelotti deu a deixa, na conversa com o The New York Times, ao dizer que tem na cabeça 24. “São os mais fáceis. O mais difícil é descobrir os outros dois. A concorrência está altíssima”.

A lista garantida:

Continua após a publicidade

Goleiros.
Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Bento (Al Nassr)

Defensores.
Danilo (Flamengo)
Wesley (Roma)
Alex Sandro (Flamengo)
Douglas Santos (Zenit)
Marquinhos (PSG)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Bremer (Juventus)
Léo Pereira (Flamengo)
Ibañez (Al Ahli)

Meias.
Casemiro (Manchester United)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Fabinho (Al Ittihad)
Danilo (Botafogo)
Lucas Paquetá (Flamengo)

Continua após a publicidade

Atacantes.
Vinicius Jr. (Real Madrid)
Raphinha (Barcelona)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
Luiz Henrique (Zenit)
João Pedro (Chelsea)
Matheus Cunha (Manchester United)
Endrick (Lyon)

Para as duas últimas vagas, três atacantes disputam um lugar ao sol: Igor Thiago (Brentford), Rayan (Bournemouth) e ele…. Neymar, do Santos.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *