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O pequeno macaquinho Punch, da espécie Macaca fuscata, está agora com nove meses de idade. Morador definitivo do Zoológico de Ichikawa, ele costuma passar o tempo de seus dias balançando dentro do recinto, brincando com algumas correntes ou até roubando pequenos lanches de seus outros companheiros que vivem na Monkey Mountain, dentro do zoológico. Do lado de fora das grades, milhares de turistas japoneses lutam para tentar observar o filhote que sacudiu as redes sociais no início deste ano, ao carregar de um lado para o outro um pequeno macaco de pelúcia como companheiro.

Punch foi abandonado pela mãe após nascer em condições de parto complicadas em julho do ano passado. Ele foi reintroduzido ao grupo em janeiro mas, pela falta de apoio materno, tornou-se muito difícil fazer amigos e construir relações com os mais velhos. De início, vídeos na internet mostravam como os outros macacos excluíam o pequeno Punch e até batiam nele.

Agora, o filhote tornou-se um astro viral japonês. Conhecido como “Punch-kun” (kun é um termo carinhoso da língua japonesa para homens), ele inspirou produtos como camisetas, adesivos, action figures e até fez com que sua famigerada pelúcia esgotasse das prateleiras da IKEA. Como toda boa celebridade, já virou até alvo de fofocas entre youtubers, que compartilham vídeos sobre seu dia a dia e sobre como ele teria uma “namorada” no recinto. O zoológico tem recebido centenas de cartas e ilustrações de fãs sobre Punch. O pequeno astro também foi tema de um dos esquetes do Saturday Night Live, popular programa americano de comédia, em que Colin Jost “entrevistava” a mãe do pequeno símio.

Foto dos apresentadores e comediantes do Saturday Night Live durante a esquete em que Colin Jost entrevista a mãe de Punch e o macaco bebê.
Punch foi tão comentado que sua história rodou o mundo e chegou até mesmo no Saturday Night Live (Will Heath/NBC/Getty Images)

As dificuldades iniciais para se integrar à “panelinha”, aparentemente cessaram. Punch agora tem amigos, interage com os mais velhos e até rouba comida deles, quando consegue. Esse é um claro sinal de amadurecimento, que se reflete também na pelúcia que carrega pelos cantos. Agora, não mais está sempre ao lado dela durante o dia. Mas, como o crescimento também demora, ele ainda dorme agarrado a ela.

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A fama que o macaquinho trouxe ao zoológico de certa forma “salvou” a instituição. Antes de rodar o mundo através da internet, o zoo tinha problemas com déficits no orçamento e sofria para atrair patrocinadores. Desde fevereiro, quando anunciaram Punch ao mundo, a instituição recebeu mais de 200 mil dólares, ou cerca de 32 milhões de ienes no formato de doações. O número de visitantes também aumentou. Em março chegou a 90 mil, três vezes mais em comparação com o ano anterior.

Foto de multidão assistindo ao macaco Punch.
Multidões começaram a visitar o zoológico com um objetivo: conhecer Punch e sua pelúcia (Jakub Porzycki/NurPhoto/Getty Images)

De acordo com informações do The New York Times, apesar dos amores de todo o planeta, vários olhares preocupados também se atentaram à situação da celebridade em miniatura. O zoológico recebeu uma enxurrada de reclamações sobre a qualidade do recinto dos macacos, que não é tão grande e sua principal estrutura, a Monkey Mountain, não tem sombra. A PETA, organização mundial de defesa aos animais, também se incomodou com os vídeos em que Punch aparecia sofrendo abusos dos outros colegas. Eles queriam que o animal fosse transferido para um santuário, mas os funcionários do zoo insistiram na possibilidade de conexão entre ele e seus pares e, ao que parece, deu certo.

Funcionários que lidam diariamente com os primatas, como o diretor do zoológico, Takashi Yasunaga, ou um dos cuidadores principais de Punch, Shumpei Miyakoshi, deixaram claro que querem o melhor para o pequeno astro. O zoológico procura dar a ele “a melhor vida possível”.



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