A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, durante reunião da Diretoria Colegiada nesta quarta-feira (13/5), que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada em mais de 100 lotes de produtos da marca Ypê. É a primeira vez que a agência confirma oficialmente a presença do microrganismo em itens da fabricante.
A informação foi apresentada pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, durante a reunião que analisaria o recurso da Química Amparo, empresa responsável pela Ypê, contra a suspensão de produtos da marca. Até então, a contaminação havia sido comunicada pela própria fabricante, que informou ter encontrado a bactéria em lotes de lava-roupas em novembro de 2025.
Segundo Safatle, a constatação faz parte de uma inspeção conjunta realizada em abril de 2026 pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP) e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo, cidade do interior de São Paulo, onde fica a fábrica da Química Amparo.
Durante a reunião desta quarta-feira, o diretor-presidente da agência afirmou que a fiscalização encontrou 76 irregularidades na unidade. Os problemas vão desde falhas graves relacionadas à qualidade microbiológica, com identificação da bactéria em mais de 100 lotes de produtos acabados, até deficiências no controle de materiais de embalagem.
“Durante inspeção conjunta realizada em abril de 2026 pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo, foram detectadas 76 irregularidades, abrangendo desde falhas graves relacionadas à qualidade microbiológica, com identificação de Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos acabados, até deficiências no controle de materiais de embalagem. A Anvisa e a empresa estão realizando reuniões técnicas para mitigação do risco sanitário identificado”, afirmou Safatle.
Segundo o diretor-presidente, a empresa apresentou investimentos já realizados, intensificou esforços para adequar as irregularidades e se comprometeu a apresentar novas medidas nesta quinta-feira (14/5), com o objetivo de cumprir as determinações sanitárias e corrigir as falhas apontadas.
O caso seria analisado nesta quarta-feira pela Diretoria Colegiada como julgamento de efeito suspensivo. No entanto, segundo Safatle, o tema voltará para avaliação e deliberação do colegiado na próxima sexta-feira (15/5).
“Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na R.E. 1834/26 e de buscar o serviço de atendimento ao consumidor da empresa. O tema retornará para avaliação e deliberação deste colegiado na próxima sexta-feira, dia 15 de maio de 2026”, disse.