A Terra Santa Propriedades Agrícolas registrou lucro líquido de R$ 8,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 15% em relação aos R$ 9,7 milhões registrados no mesmo recorte do ano anterior.
O resultado operacional apresentou impacto negativo de R$ 0,6 milhão, decorrente do aumento das despesas administrativas parcialmente compensado pelo crescimento do lucro bruto, impulsionado pelo maior volume e preço da soja nos contratos de arrendamento. Por outro lado, o resultado financeiro impactou negativamente o resultado em R$ 1,7 milhão.
A receita líquida totaliza R$ 22,5 milhões, uma alta frente aos R$22 milhões verificados no mesmo período do ano anterior. O resultado reflete a apropriação de recursos proporcionais da safra 2025/2026 e o adiantamento do arrendamento de terras. O crescimento no período decorre do aumento de 5,81% no preço fixado da saca de soja da safra atual, bem como o incremento do volume de sacas.
O EBITDA (Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) totalizou R$ 15,7 milhões, recuo de 3,4% frente aos R$ 16,2 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. O desempenho reflete a estabilidade das receitas de arrendamento, característica do modelo de negócios da Companhia, com elevada previsibilidade e baixa volatilidade operacional.
Endividamento
A dívida líquida da Companhia passou de R$ 57,2 milhões em 31 de dezembro de 2025 para R$69,9 milhões em 31 de março de 2026. Esse aumento decorre, principalmente, da captação de R$ 40 milhões no período, realizada com o objetivo de reforçar a liquidez da Companhia e suportar as necessidades de capital de giro, em linha com a sazonalidade do modelo de negócios.
Administração
A companhia reafirma que mantém a atuação no segmento imobiliário rural como pilar estratégico, por meio da gestão de propriedades agrícolas com contratos de arrendamento de longo prazo. Esse modelo proporciona elevada previsibilidade de geração de caixa, uma vez que a principal fonte de receita decorre do recebimento anual dos arrendamentos, concentrado no segundo trimestre, com reconhecimento contábil linear ao longo do ciclo safra.
A empresa destaca que eventuais variações em outras receitas ou despesas operacionais decorrem, em sua maioria, de efeitos não recorrentes, como constituição ou reversão de provisões e movimentações relacionadas à conta basket no âmbito do Acordo de Associação, sem impacto na geração recorrente de caixa.