Em uma nota divulgada na noite desta segunda-feira (11), o Palmeiras afirmou que a CBF “reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs no último domingo, no empate por 1 a 1 com o Remo, no Mangueirão.

No jogo, o árbitro Rafael Klein invalidou o gol do zagueiro, marcado aos 50 minutos do segundo tempo, que colocaria o Alviverde em vantagem no placar e muito perto da vitória a poucos minutos do fim do jogo.

No entendimento da arbitragem, Flaco López, que disputou a bola com um zagueiro do Remo antes da sobra para Fuchs, teria tocado na bola com as mãos. O zagueiro ficou revoltado com a decisão.

“A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro”, introduz o texto.

“Durante o encontro, o Palmeiras – representado pelo diretor de futebol Anderson Barros – voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição”, prossegue.

Ainda na noite de domingo, a CBF divulgou o áudio do árbitro de vídeo no lance. Klein afirma que já havia identificado a possibilidade do toque de mão. Ao ver as imagens, ele reiterou a decisão. “Estou anulando o gol por tiro livre indireto por mão sancionável”, disse. “Direto. Indireto, não. Direto”, disse, e rapidamente foi corrigido por um colega na cabine.

Palmeiras diz que “não busca por punições”

Na entrevista coletiva após a partida, Anderson Barros, diretor de futebol do time paulista, questionou quem seria responsabilizado pelo que, na sua visão, era um erro claro de arbitragem.

“É muito claro, se todos nós observarmos o lance, o defensor do Remo cabeceia na mão do López, a bola sobra para o Fuchs, que faz o gol. Seriam dois pontos a mais para Palmeiras. Eu só faço uma pergunta: de quem vai ser essa responsabilidade? A gente não pode mais permitir”.

Na nota, porém, o Palmeiras afirma que não solicitou punições e que não cabe aos clubes “interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira”.

Leia a nota na íntegra:

“A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.

Durante o encontro, o Palmeiras – representado pelo diretor de futebol Anderson Barros – voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição.

O clube ressalta que, em momento algum, solicitou punições ao árbitro central e de vídeo (VAR), pois entende que todos os profissionais, incluindo os melhores, são suscetíveis a falhas. Além disso, não cabe ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira.

Diante deste contexto, contudo, é fundamental refletirmos sobre o tratamento reservado ao árbitro Ramon Abatti Abel, penalizado severamente pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, em razão de fatos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão.

Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional.”



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *