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Usuários de transporte público em algumas cidades do estado de São Paulo e do Paraná já podem recarregar o cartão do ônibus mandando uma mensagem de texto ou áudio no WhatsApp. Parece bem prático, não?

O serviço, oferecido em Guarulhos, Sorocaba e São José dos Pinhais, nasceu de uma parceria entre a Empresa 1, especializada em bilhetagem eletrônica, e a startup de mobilidade urbana VaideBus.

Funciona assim: cada cidade onde a plataforma opera tem um número oficial de WhatsApp, divulgado pelos canais da operadora local. O passageiro salva esse contato, inicia a conversa e faz o pedido por texto ou áudio. “Quero recarregar cinquenta reais”, por exemplo.

Daí, um agente de inteligência artificial interpreta a solicitação, identifica o valor e conecta à conta já cadastrada. O pagamento é feito via Pix dentro da própria conversa. O processo leva cerca de um minuto.

A tecnologia por trás da funcionalidade é um agente de IA desenvolvido internamente pela VaideBus, batizado de VITORIA. Ele funciona como uma camada de interpretação de linguagem natural: lê ou ouve o pedido do usuário, extrai a intenção e os dados necessários e aciona automaticamente o fluxo de pagamento. O usuário não precisa navegar por menus nem preencher formulários.

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A jornada acontece inteiramente no WhatsApp, mas inclui autenticação, tokens de segurança e integração com Open Finance antes de concluir a operação. Segundo a VaideBus, 92 em cada 100 usuários que iniciam o processo concluem a recarga.

Presente em mais de 150 cidades, a Empresa 1 mantém 18 milhões de cartões inteligentes em uso e realiza 20 milhões de certificações de crédito por dia. É sobre essa base instalada que a solução conversacional da VaideBus se apoia: o cartão já existe, o sistema de bilhetagem já está integrado, e a parceria acrescenta o WhatsApp como canal de recarga remota. Ou seja, o modelo tem condições de se expandir porque encontra infraestrutura pronta.

Desde o mês passado, começou um teste de integração da Visa Conecta em Sorocaba e Ribeirão Preto. A parceria acrescenta ao serviço o pagamento via Pix com autenticação biométrica, sem que o usuário precise sair do WhatsApp para abrir o aplicativo do banco. A mudança elimina uma das principais fontes de abandono nas transações com Pix: a troca de aplicativo no meio do processo.

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Alvaro Leme é doutorando e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, professor de pós-graduação e palestrante



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