
O tradicional Festival de Cannes começa nesta terça-feira, 12, na badalada cidade francesa e com um reforço que torna o evento ainda mais atrativo para o meio: com as mudanças recentes feitas pela Academia de Hollywood nas regras do Oscar, o filme que conquistar a Palma de Ouro, maior honraria do festival, já estará automaticamente elegível para concorrer à estatueta de melhor filme internacional no próximo ano. Para isso valer, pelo menos 50% da duração do longa deve ser falado em língua não inglesa.
Os grandes festivais de cinema sempre foram uma vitrine importante para a estreia de filmes que, no ano seguinte, despontam como favoritos nas principais premiações do mundo. Logo, as chances do Brasil concorrer ao Oscar em 2027 são poucas: nesta edição de Cannes, o cinema brasileiro ficou de fora. A representação do país ficou, de forma simbólia, a cargo de Selton Mello, que integra o elenco do filme chileno La Perra, inspirado no livro de Pilar Quintana, selecionado para a mostra paralela Quinzena dos Realizadores.
Os filmes mais promissores de Cannes em 2026
Está cedo para cravar um favorito à Palma de Ouro, mas alguns títulos da disputa já chamam a atenção. Caso do novo filme de Pedro Almodóvar, Natal Amargo, sobre um cineasta no processo de tecer seu próximo roteiro. Nova investida do diretor iraniano Asghar Farhadi no cinema francês, o filme Histoires Parallèles é um suspense moral envolvendo duas famílias, com Isabelle Huppert e Vincent Cassel no elenco.
Dois cineastas japoneses também despontam na competição: Hirokazu Kore-eda lança Sheep in the Box, sobre uma família que adota um robô para suprir a falta do filho desaparecido; e Ryusuke Hamaguchi, do belíssimo Drive My Car, traz um novo drama existencial em All of Sudden.
Há ainda altas expectativas em relação ao novo longa do diretor romeno Cristian Mungiu, Fjord, com Sebastian Stan e Renate Reinsve, sobre um casal romeno-norueguês que enfrenta dificuldades ao se mudar para a Noruega.
Ainda há chances para o Brasil no Oscar
A esperança é a última que morre, claro. A antiga regra para concorrer ao Oscar de filme internacional, na qual cada país apresenta seu representante, continua valendo. Mas é preciso que algum filme nacional ganhe repercussão em festivais ou plataformas de streaming até lá, para de fato ter chances de uma indicação. Em 2026, o Festival de Veneza começa no mês de setembro e pode ser a esperança do Brasil. Segundo as novas diretrizes da Academia de Hollywood, um filme poderá ser considerado para a categoria de melhor filme internacional se vencer o prêmio principal em um dos principais festivais internacionais de cinema: Berlim, Busan, Cannes, Sundance, Toronto ou Veneza.
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