O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, expressou nesta terça-feira (12) sua gratidão aos EUA pela ajuda no fortalecimento das defesas da ilha e afirmou que Taipei não cederá à pressão, às vésperas da cúpula entre os líderes americano e chinês em Pequim nesta semana.

O presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, realizarão dois dias de reuniões na quinta (14) e sexta-feira (15), nas quais a questão de Taiwan, que Pequim considera seu próprio território, certamente será abordada.

Os Estados Unidos são o principal apoiador internacional de Taiwan, apesar da ausência de relações diplomáticas formais, e seu principal fornecedor de armas, para a constante irritação da China, que exige a suspensão das vendas de armamentos.

“Gostaria de agradecer aos Estados Unidos por nos ajudarem a fortalecer nossas capacidades de defesa como parte de seu compromisso inabalável com a segurança”, disse Lai em inglês em uma mensagem de vídeo para a Cúpula da Democracia de Copenhague, sem mencionar diretamente o encontro entre Trump e Xi.

Há três décadas, Taiwan realizou sua primeira eleição presidencial livre sob a ameaça de mísseis da China, e Taiwan é um importante farol da democracia na Ásia, acrescentou.

“O povo de Taiwan nunca recuou diante dos crescentes desafios externos e jamais se curvará à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente”, disse Lai, usando palavras que certamente irritarão a China.

“O povo taiwanês tem todo o direito de se engajar com a comunidade internacional e é mais do que capaz de contribuir para ela. Nenhuma tentativa de isolar Taiwan alterará nossa determinação de participar da comunidade internacional”.

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A China detesta Lai e o chama de “separatista”. Rejeitou repetidas ofertas de diálogo feitas por ele.

Taiwan tem reclamado de uma campanha de pressão intensificada por parte da China para isolá-la internacionalmente, inclusive no mês passado, quando o governo culpou a pressão chinesa sobre três países do Oceano Índico por bloquear o voo de Lai para Eswatini, no sul da África.

A ilha também enfrenta crescente pressão militar. A China realizou seus últimos exercícios militares conjuntos em grande escala ao redor da ilha em dezembro.



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