Os quatro investigadores alvos de uma operação da Corregedoria da Polícia Civil na manhã desta terça-feira (12/5) extorquiram Fábio Oliveira Silva, acusado de integrar a quadrilha responsável pelo sequestro da mãe do ex-jogador Robinho, ocorrido em novembro de 2004, em Praia Grande, no litoral paulista.

Na ocasião, Marina da Silva Souza ficou 41 dias em cativeiro em um endereço na zona norte de São Paulo. Ela foi libertada após pagamento de resgate.

Fábio, que atualmente atua no tráfico de drogas, procurou a Corregedoria por conta própria e relatou que foi abordado no último 2 de abril por homens que se identificaram como policiais civis.

Os supostos investigadores entraram em sua residência sem mandado judicial e o levaram à sede da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Carapicuíba, na região metropolitana da capital paulista. Na unidade, ele recebeu ameaças de prisão caso não pagasse R$ 1 milhão.

O Metrópoles apurou que um dos policiais civis é antigo na corporação e tem mais de 70 anos. Ele é conhecido como Bateria. Os alvos da Operação Quina não esbanjavam luxo. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões e decretou a prisão temporária dos investigados.

Os agentes integram a Dise de Carapicuíba e o 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, também na região metropolitana.


Operação Quina

  • A Operação Quina, da Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo, investiga suspeitas de extorsão qualificada e associação criminosa armada envolvendo investigadores da corporação.
  • A ação ocorre com apoio do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
  • Os investigados são alvos de mandados de prisão temporária, busca e apreensão e medidas patrimoniais autorizadas pela Justiça, como o bloqueio de até R$ 2 milhões.
  • Durante a operação, agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão analisados ao longo das investigações.

 



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