Um hospital holandês colocou 12 funcionários em quarentena como medida preventiva após o manuseio de sangue e urina de um paciente com hantavírus sem a observância de protocolos rigorosos.
Os funcionários do hospital ficarão em quarentena por seis semanas, informou o Hospital Radboudumc, na cidade de Nijmegen, acrescentando que o risco de infecção é muito baixo e que o atendimento aos pacientes continua sem interrupções.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) aumentou para nove o número de casos confirmados da cepa andina do hantavírus, dois a mais que no dia anterior. A organização não identificou os novos casos, mas o aumento ocorreu após a confirmação de testes positivos para um espanhol e um cidadão americano.
Autoridades médicas internacionais estão trabalhando para conter o surto do vírus, que atingiu o navio de cruzeiro de luxo Hondius, que partiu rumo à Holanda após desembarcar seus últimos passageiros nas Ilhas Canárias, na Espanha.
O vírus pode ser fatal, embora as autoridades afirmem que não se espalha facilmente de pessoa para pessoa, representando, portanto, pouco risco de epidemia.
O hospital Radboudumc internou o paciente, um passageiro do navio, em 7 de maio.
“Investigaremos cuidadosamente o curso dos acontecimentos para aprendermos com isso e, assim, evitarmos que se repita no futuro”, disse Bertine Lahuis, presidente do conselho executivo do hospital.
Cruzeiro rumo à Holanda
Após o desembarque dos últimos passageiros nas Ilhas Canárias, na Espanha, o navio Hondius partiu rumo à Holanda na noite de segunda-feira (11) com 25 tripulantes, um médico e uma enfermeira. A previsão é de que chegue à Holanda até 17 de maio, informou a proprietária do navio, Oceanwide Expeditions.
Dois aviões transportando 28 passageiros e tripulantes a bordo do Hondius chegaram à Holanda vindos das Ilhas Canárias nesta terça-feira (12), pouco depois da meia-noite. Oito são cidadãos holandeses; os demais seguirão viagem para seus países de origem, segundo as autoridades.
Três pessoas – um casal holandês e um cidadão alemão – morreram desde o início do surto do vírus, que geralmente é transmitido por roedores selvagens, mas também pode ser transmitido de pessoa para pessoa em raros casos de contato próximo.
Nove casos confirmados
Além dos nove casos confirmados, a OMS reconhece dois casos suspeitos: uma pessoa que morreu antes de ser testada e outra em Tristão da Cunha, uma ilha remota do Atlântico Sul onde não havia testes disponíveis.
Todos os casos suspeitos foram isolados e estão sendo acompanhados sob rigorosa supervisão médica, minimizando qualquer risco de transmissão adicional, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa em Madri.
“No momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior, mas, é claro, a situação pode mudar e, considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, afirmou ele.
Quarentena
No caso mais recente confirmado, a Espanha anunciou na noite de segunda-feira (12) que um espanhol testou positivo, um dos 14 que estão em quarentena em um hospital militar em Madri. O paciente apresentou febre e dificuldades respiratórias, mas seu estado era estável, informou o Ministério da Saúde espanhol.
Os casos confirmados também incluem um passageiro francês que testou positivo após o navio atracar nas Ilhas Canárias no domingo (10). O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, disse na segunda-feira que o passageiro estava na UTI, mas em condição estável.
Autoridades do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA disseram na segunda-feira que 18 passageiros do Hondius foram repatriados para os EUA e colocados em quarentena, com o passageiro que testou positivo (com resultado levemente positivo) agora em uma unidade de biocontenção em Nebraska.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, agradeceu ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, por permitir que o Hondius seguisse para lá e desembarcasse os passageiros.
Ao lado dele, Sánchez aproveitou a oportunidade para pedir financiamento para organizações internacionais.
“Precisamos de cooperação internacional e que organizações como a OMS recebam os recursos necessários para realizar seu trabalho”, disse ele.
após o navio atracar nas Ilhas Canárias no domingo. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, disse na segunda-feira que o passageiro estava na UTI, mas em condição estável.
Autoridades do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA disseram na segunda-feira que 18 passageiros do Hondius foram repatriados para os EUA e colocados em quarentena, com o passageiro que testou positivo (com resultado levemente positivo) agora em uma unidade de biocontenção em Nebraska.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, agradeceu ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, por permitir que o Hondius seguisse para lá e desembarcasse os passageiros.
Ao lado dele, Sánchez aproveitou a oportunidade para pedir financiamento para organizações internacionais.
“Precisamos de cooperação internacional e que organizações como a OMS recebam os recursos necessários para realizar seu trabalho”, disse ele.