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Em mais um capítulo do processo entre o bilionário Elon Musk e o empresário e CEO da OpenAI, Sam Altman, o CEO acusou Musk nesta terça-feira, 12, de querer tomar controle da empresa e nega ter traído o propósito original do grupo.
Esta terça marca o primeiro dia em que o CEO da OpenAI, Sam Altman, dá seu depoimento frente ao júri dentro do tribunal de Oakland, na Califórnia, onde tem ocorrido a disputa judicial entre os dois gigantes da tecnologia. Elon entrou com um processo contra a OpenAI, acusando a empresa de trair seu propósito original — criar IA para o bem estar do mundo — e de “enganá-lo” após o investimento de 30 milhões de dólares do bilionário na startup.
Agora em sua terceira semana, o julgamento pode mudar os rumos da OpenAI, empresa avaliada em cerca de 850 bilhões de dólares (ou quase quatro trilhões de reais). A startup tem se preparado para uma oferta pública inicial, movimento que pode cair a depender do resultado que a juíza Yvonne Gonzalez determinar.
Altman, ao ser questionado se Musk — que, de acordo com os advogados da OpenAI, sabia dos planos de lucro — havia se posicionado contra essa possibilidade, disse que era “pelo contrário”. De acordo com o CEO, Elon havia exigido ter para si 90% de participação na empresa. Altman deixou claro que se sentiu “extremamente desconfortável” em dar controle majoritário, mesmo após Musk diminuir as demandas.
As preocupações do homem mais rico do mundo sobre a direção da OpenAI começaram após a startup angariar uma série de investimentos para garantir maior poder de computação ao seus programas. Agora, Musk requer 150 bilhões de dólares como forma de compensação, mas já declarou, no início do processo, que doaria tudo a startup caso ela volte a ser uma organização sem fins lucrativos. Além disso, ele também pede a retirada de Altman e de Greg Brockman do comando da empresa.