Falta uma semana para Carlo Ancelotti anunciar a convocação definitiva da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, mas algumas peças importantes ainda seguem em aberto. Embora a base do elenco esteja praticamente desenhada, o treinador chega aos últimos dias de observação com dúvidas que passam por condição física, encaixe tático e concorrência pesada em determinados setores.

A maior delas continua sendo Neymar.

Neymar ainda vive cenário indefinido

O atacante do Santos está na pré-lista enviada à Fifa, mas ainda precisa convencer a comissão técnica de que consegue chegar à Copa em condições físicas ideais. O debate já não gira apenas em torno da recuperação da lesão, mas principalmente da sequência de jogos e da intensidade apresentada em campo.

Ancelotti nunca fechou as portas para Neymar. Pelo contrário. O treinador entende o peso técnico do camisa 10 e acredita que poucos jogadores no mundo conseguem decidir partidas como ele. Ao mesmo tempo, existe receio sobre levar um atleta sem ritmo suficiente para suportar uma competição curta e intensa.

Estêvão corre contra o relógio

Antes da lesão, Estêvão aparecia como um dos nomes mais fortes da nova geração. A contusão, porém, mudou o cenário.

A recuperação do atacante do Chelsea virou corrida contra o tempo. Internamente, a avaliação é de cautela. A comissão técnica evita pressa e monitora não apenas a liberação médica, mas também a possibilidade de o jogador recuperar competitividade antes da Copa.

Caso não consiga avançar fisicamente nos próximos dias, uma vaga no ataque pode ser aberta para outro perfil de jogador. Nessa situação, atletas como Rayan e Gabriel Martinelli aumentam suas chances.

Endrick luta com concorrência forte

O ataque talvez seja o setor mais difícil de fechar. E Endrick, cotado como uma das maiores promessas do futebol brasileiro, está no meio dessa disputa.

O atacante segue valorizado pela comissão técnica, especialmente pela capacidade de decidir jogos em poucos lances e pela personalidade em partidas grandes. Além disso, o histórico recente com Ancelotti ajuda.

O problema é a quantidade de opções. Richarlison oferece experiência, Igor Thiago agrada pela intensidade física, enquanto Rayan aparece como alternativa de velocidade pelos lados. Dependendo da montagem final da lista, poucas vagas ainda estarão disponíveis. No corte final, a versatilidade de Endrick pode pesar a favor.

Laterais ainda geram desconfiança

Há alguns anos, a lateral era uma posição quase automática na Seleção. Hoje, não mais.

Wesley é presença praticamente garantida, mas Vanderson também aparece fortalecido na direita, principalmente pelo apoio ofensivo. Mesmo assim, o setor ainda gera questionamentos defensivos. Na esquerda, Ancelotti também busca equilíbrio entre força ofensiva e proteção sem bola. Alex Sandro parece uma escolha segura, enquanto Douglas Santos também tem sido uma preferência para compor as convocações.

Quem assume o espaço de Militão?

A lesão de Éder Militão mexeu diretamente na estrutura defensiva da Seleção. Além do peso técnico, o zagueiro era visto como uma referência de velocidade e cobertura.

Agora, Ancelotti avalia alternativas para formar a nova rotação da zaga. Ibañez surge forte pela imposição física, enquanto Léo Pereira ganhou espaço pelas atuações recentes e pela qualidade na saída de bola.

A ausência de Militão também pode provocar mudanças no comportamento da linha defensiva, principalmente na proteção pelos lados.

Com boa parte da lista encaminhada, Ancelotti chega à reta final tentando resolver justamente os pontos mais sensíveis da equipe até o dia 18 de maio. E algumas dessas respostas ainda podem mudar bastante a cara da Seleção na Copa.



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