
José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça, entrou na interlocução institucional de uma associação de credores brasileiros que cobram dívida bilionária da Posco, gigante da siderurgia coreana.
A disputa remonta à construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará, um dos maiores investimentos privados da história do estado. Após concluir o projeto, a subsidiária brasileira da multinacional entrou com pedido de autofalência, deixando para trás um passivo que pode superar 1 bilhão de reais, incluindo dívidas trabalhistas, créditos de fornecedores e tributos não recolhidos.
A entrada de Cardozo marca uma nova fase do caso, com intensificação das articulações junto ao Executivo e ao Congresso. A Associação Internacional de Credores da Posco (AIC-Posco), que reúne cerca de 50 empresas brasileiras, tem priorizado a abertura de um canal de diálogo com a matriz da companhia para buscar uma solução negociada.
Para o advogado, a resolução do caso pode representar um avanço concreto para a segurança jurídica do país. “A solução de um caso dessa magnitude servirá de paradigma para a segurança jurídica, bem como para a reputação internacional do Brasil, passando o recado de um país comprometido em garantir o respeito às leis por parte de todos, inclusive empresas estrangeiras. Isso é importante sobretudo em um momento de grande atração de investimentos ao Brasil”, afirmou.