As cotações da ureia apresentam, pela terceira semana consecutiva, tendência de queda no mercado internacional. No mercado brasileiro o insumo para fertilizantes nitrogenados ficou aproximadamente 8% mais barato, segundo informações da consultoria StoneX.
A redução também foi observada em outros fertilizantes nitrogenados, como o nitrato de amônio e o sulfato de amônio.
Os preços, contudo, permanecem em patamares elevados desde o início do conflito do Oriente Médio, em 28 de fevereiro, e ainda estão 53% acima dos níveis observados anteriormente.
Segundo o analista da StoneX Tomás Pernías, ainda assim, o enfraquecimento das cotações indica perda de suporte, reflexo de uma demanda global mais fraca, que tem limitado a sustentação das cotações.
“Essa perda de suporte, no entanto, não tem sido suficiente para destravar os negócios no mercado internacional. As relações de troca entre a ureia e as principais commodities agrícolas seguem nos piores patamares dos últimos anos, o que desestimula novas compras”, afirma.
“Pelo lado dos distribuidores de fertilizantes, há cautela, evitando fechar negócios diante do receio de novas quedas de preços, que poderiam resultar em desvalorização gradual dos estoques”, acrescenta.
Para a consultoria, apesar das mudanças pontuais observadas, o mercado global de fertilizantes não mudou de forma significativa, com uma oferta reduzida de fertilizantes e problemas logísticos relacionados ao Estreito de Ormuz.
“No mercado brasileiro, há relatos de que os compradores permanecem afastados das negociações de nitrogenados, principalmente por dois fatores. Em primeiro lugar, o país atravessa um período de baixa sazonalidade de compras. Além disso, os níveis elevados de preços continuam afastando o interesse dos compradores, que, neste momento, não enxergam vantagens em antecipar aquisições”, diz Pernías.