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Um casal americano-alemão foi condenado a dois anos e dez meses de prisão na Espanha após manter seus filhos isolados em casa por três anos e meio após desenvolverem medo do mundo exterior devido à pandemia de covid-19. A sentença do Tribunal Provincial das Astúrias foi expedida nesta segunda-feira, 11, e penaliza as ações dos pais, que mantinham as crianças em condições sanitárias inadequadas e sem frequentar a escola.

Christian Steffen, 54, e sua esposa, Melissa Ann Steffen, 49, moravam nos arredores de Oviedo, no norte da Espanha, junto a seus três filhos: gêmeos de 8 anos e uma criança mais velha, de 10. As crianças viveram em isolamento por três anos até que, em abril de 2025, a polícia espanhola prendeu o casal após um vizinho denunciar ter ouvido gritos no local.

De acordo com o jornal espanhol El País, os agentes de polícia se chocaram com o que encontraram na residência, apelidada pela imprensa local de “casa dos horrores”. Grandes quantidades de sacos de lixo se acumulavam na escadaria que dava acesso ao segundo andar da residência, que estava lotada de medicamentos de todos os tipos. Mas o que mais impressionou foram as crianças.

“Elas tinham dificuldades motoras e usavam fraldas”, disse uma fonte familiarizada com a investigação ao El País. Segundo ela, as crianças dormiam em berços e eram tratadas como bebês, com os pais tendo que intermediar até as idas ao banheiro dos filhos.

As crianças passaram para a tutela do Departamento de Assistência Social, enquanto os pais foram presos preventivamente. Embora a promotoria tenha pedido uma pena de 25 anos para cada um dos envolvidos, a sentença foi fixada em quase dois anos e meio. A dupla também foi proibida de estabelecer qualquer comunicação entre si e teve que pagar uma indenização de 30 mil euros (cerca de R$ 173,7 mil) para cada filho.

Segundo o advogado de Melissa Ann, Javier Muñoz, o casal estava “moderadamente satisfeito” com a decisão, embora ainda considere a possibilidade de recorrer. Muñoz defende que as crianças tinham “uma vida familiar estável”, em que recebiam educação domiciliar e eram bem alimentadas. Os Steffen também foram proibidos de exercer direitos parentais por três anos e quatro meses.



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