Ler Resumo

Cole Tomas Allen, suspeito preso por abrir fogo contra o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, D.C., no mês passado, se declarou inocente nesta segunda-feira, 11, de todos os crimes pelos quais foi acusando, incluindo tentativa de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Outras acusações incluem uso de arma de fogo durante um crime violento, bem como o transporte interestadual de arma de fogo com a intenção de cometer um crime.

Allen, 31 anos, compareceu ao tribunal nesta segunda vestindo um macacão laranja, com algemas nos pulsos e nos pés, segundo o canal americano CBS. Esta foi a primeira vez que o réu esteve perante o juiz distrital Trevor McFadden, que presidirá o restante do caso em Washington D.C.

De acordo com os promotores, Allen tentou ultrapassar um posto de segurança no hotel Hilton, mesmo palco de um atentado contra o presidente Ronald Reagan em 1981, e atirou contra um agente do Serviço Secreto no evento que reuniu jornalistas responsáveis por acompanhar o núcleo duro do poder no governo americano. O agente federal foi atingido na troca de tiros, mas foi salvo por seu colete à prova de balas.

Agentes imobilizaram e detiveram Allen antes que ele pudesse chegar a uma escadaria do hotel que leva ao salão de baile onde estava o presidente, a primeira-dama, Melania Trump, o vice J.D. Vance e muitos funcionários de alta patente do governo.

Continua após a publicidade

Os promotores afirmam que o suspeito viajou de trem a Washington, vindo de Los Angeles e fazendo escala em Chicago, com uma espingarda, uma pistola e três facas com a intenção de realizar um assassinato político. Foi, portanto, o terceiro atentado do tipo contra Trump — houve um ataque a tiros durante um comício eleitoral na Pensilvânia, em julho de 2024, e um homem foi encontrado de tocaia com um rifle no campo de golfe do líder republicano em setembro do mesmo ano, na Flórida.

Após cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, na Califórnia, foi encontrado um bilhete que, segundo as autoridades, foi escrito por ele e expressa profunda raiva contra o governo Trump e o próprio presidente. De acordo com o “manifesto” de 1.100 palavras visto pela imprensa americana, figuras da administração eram os “alvos” do réu, priorizados do cargo mais alto ao mais baixo. No texto, Allen também acusou Trump de ser “pedófilo, estuprador e traidor”.

A Casa Branca culpou o Partido Democrata e a mídia pelo agravamento do problema da violência política no país. “O culto da esquerda ao ódio contra o presidente e todos aqueles que o apoiam e trabalham para ele resultou em várias pessoas feridas e mortas, e neste fim de semana quase aconteceu de novo”, declarou a porta-voz do governo, Karoline Leavitt, acrescentando que houve uma “demonização sistemática” de Trump.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *