Nos últimos dias, a internet descobriu nova obsessão fashion. O aplicativo Doji permite que os usuários experimentem roupas e acessórios de várias marcas, inclusive itens lançados recentemente nas passarelas. A plataforma funciona com inteligência artificial, a partir da criação de um modelo digital do usuário.
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IA e moda
A plataforma Doji foi criada em 2025 por uma startup e, recentemente, conquistou a atenção do público. O que difere esse “provador virtual” dos demais é o fato de o aplicativo conseguir criar um avatar dos usuários a partir de fotos enviadas. Assim, a reprodução tem um nível de realismo.
Além disso, as pessoas conseguem comprar peças, trocar combinações com os amigos e compartilhar as imagens na plataforma, funcionando também como uma rede social.
O Doji tem sido comparado com o famoso computador da personagem Cher Horowitz, do filme As Patricinhas de Beverly Hills (1995), que tem a função de combinar as peças e prová-las em uma versão digital da personagem.
Pelas redes sociais, a tendência vem se espalhando, e até mesmo designers têm aderido à IA do Doji. O estilista brasileiro Alexandre Pavão, fundador da marca homônima, compartilhou as produções feitas com a plataforma em seu perfil.
Alertas sobre o uso da plataforma
Apesar da popularidade crescente, o aplicativo tem gerado debates sobre o uso de inteligência artificial na moda. Um dos pontos levantados diz respeito à falsa sensação de posse que a plataforma pode causar nos usuários. O imaginário de ter as peças acaba no momento em que o usuário percebe que elas não estão, de fato, no guarda-roupa.
Outra questão está relacionada às distorções de imagem que o usuário pode ter ao usar o aplicativo. Mesmo o modelo de IA sendo muito realista, o que aparece na tela não é um ser humano real, mas sim uma versão digital editada, na qual até mesmo as roupas são “alteradas” para vestir da forma que a plataforma considera mais apresentável.




