Os conflitos internos nos campos da direita e da esquerda têm dificultado a consolidação de candidaturas ao Senado Federal pelo estado de São Paulo. Segundo detalhado por Clarissa Oliveira no Bastidores CNN desta segunda-feira (11), tanto o polo conservador quanto o progressista enfrentam disputas que impedem a formação de chapas coesas para as eleições.

No campo da direita, o embate entre Ricardo Salles (Novo) e Valdemar Costa Neto (PL) não é recente. Clarissa destacou que há uma divergência significativa entre diferentes setores internos, incluindo a coordenação sob comando de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, sobre qual deveria ser o perfil ideal de candidato ao Senado.

O nome de Ricardo Salles chegou a contar com apoio expressivo dentro da chapa bolsonarista no estado. No entanto, atritos com Jair Bolsonaro comprometem esse apoio. “Eu ouvi relatos de que o próprio ex-presidente teria dito que prefere uma outra alternativa”, afirmou Clarissa.

O nome de Mello Araújo (PL), atual vice-prefeito de São Paulo, foi cogitado, mas setores da direita avaliaram que ele teria muita dificuldade numa candidatura ao Senado. Já Salles é visto como alguém com capacidade de transferir votos conquistados em eleições passadas, identificado com o perfil mais ideológico do bolsonarismo.

A candidatura de André do Prado (PL), por sua vez, é associada à ala pragmática da direita, que faz composição com o chamado centrão. Segundo Clarissa, esse seria justamente o ponto de crítica de parte do campo conservador.

Já Guilherme Derrite (Progressistas) é avaliado de forma diferente em São Paulo em relação ao que circula em Brasília. De acordo com Clarissa, pesquisas internas realizadas pela chapa de Flávio Bolsonaro indicam potencial de crescimento para Derrite, cujo discurso voltado à segurança pública seria o principal ativo, apesar da dificuldade inicial em despontar nas pesquisas.

No campo da esquerda, Marina Silva (Rede) vem trabalhando para se consolidar como candidata ao Senado na chapa de Fernando Haddad (PT), mas enfrenta obstáculos relevantes. Segundo Clarissa Oliveira, há resistência inclusive dentro do próprio Partido dos Trabalhadores.

“Tem muita gente que acha que o interior paulista teria uma certa resistência à agenda ambiental, o que abalaria a composição em torno de Marina Silva, e isso abre espaço para Márcio França (PSB)“, explicou a analista.



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